quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A eleição presidencial

Hoje, antes do meio dia, faleceu Eduardo Campos. Ele disputaria a Presidência da República pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), na eleição de 3 de outubro de 2014. A aeronave Cessna Citation em que ele viajava arremeteu ao tentar pousar em Santos e logo depois caiu destruindo várias casas e matando todos os passageiros e os dois pilotos.
Os outros candidatos que se apresentam com chances de ganhar o pleito são: Dilma Roussef, do Partido dos Trabalhadores (PT), candidata à reeleição e Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).  Segundo as pesquisas de opinião, até o fim da primeira semana de agosto, a presidente tinha da ordem de 38% da preferência dos eleitores, Aécio era o preferido por cerca de 20% e Eduardo, enquanto viveu, ultrapassava ligeiramente os 10% da massa votante.
Dilma Roussef. A administração da presidente Dilma Roussef tem sido marcada por grandes controvérsias. A propósito, vale a pena recordar dois personagens com dimensão que extrapola as fronteiras de seus países. Na década de 1960, Nelson Mandela foi condenado à prisão por sua luta contra o racismo e contra a discriminação de toda ordem na África do Sul. Ficou preso durante 27 anos, saiu da prisão, retornou à militância política, foi eleito presidente de seu país e estendeu a mão a seus algozes, pregando a paz, a conciliação, a decência e a justiça. Na década de 1970, Michele Bachelet, que era criança, teve sua família perseguida pela ditadura chilena de Augusto Pinochet. Na vida adulta, foi eleita presidente do Chile. Ao ser perguntada sobre os problemas enfrentados por sua família, respondeu que os fatos pertenciam à História e ela não tinha comentários a fazer. Com essa atitude, ela estava sinalizando que os chilenos deveriam encarar o futuro da Nação de forma coletiva e unificada. Ela concedeu-se a faculdade de ser presidente de todos os chilenos.
Diferentemente, em nosso País, em 2010, Dilma Roussef foi eleita com a participação fundamental de políticos e empresários que antes do final deste seu primeiro mandato foram processados, julgados e condenados à prisão por corrupção e malversação de recursos públicos. No plano interno, adotou medidas que dividem a sociedade entre os que lhe apoiam e os que se lhe opõem. Com a Comissão da Verdade retoma e acirra conflitos históricos, caracterizados por aqueles que se aliaram, defenderam ou simplesmente admiraram a União Soviética — potência mundial originada no leste europeu por volta de 1917 e esfacelada em 1989 —, e  pugnaram pela implantação do socialismo no Brasil; e por aqueles que se aliaram, defenderam ou simplesmente admiravam os Estados Unidos, o capitalismo, a democracia e o chamado mundo Ocidental. Com a política do Bolsa Família, provê migalhas para milhões,  incentiva a preguiça, desestimula a produção e mantém eleitores cativos a troco de muito pouco. Com o incentivo à política de cotas para negros, índios e despossuídos para ingresso na Universidade, presta um enorme desserviço ao mérito e à qualificação profissional e pessoal. No plano externo, alia-se à escória da América Latina, sintetizada pelos governos de Cuba, Venezuela e Bolívia, bem como apoia ditadores de várias longitudes. Com a importação de médicos cubanos, no âmbito do programa Mais Médicos, desmoraliza a Medicina brasileira, carreia centenas de milhões de dólares para o famigerado regime cubano e, por último e fundamental, não soluciona os graves problemas de saúde dos brasileiros. Ela se candidata à reeleição em meio a enormes contradições de atitude, pensamento e ações.
Aécio Neves. O candidato do PSDB é sobrinho do falecido político Tancredo Neves, que em 1985, foi eleito presidente da República, em eleição indireta, para substituir o presidente João Batista Figueiredo; e que, na véspera da investidura no cargo, foi acometido de grave doença e faleceu. Aécio respirou política desde a adolescência. Foi assessor do tio. Ingressou no Parlamento muito jovem. Foi presidente da Câmara dos Deputados, e como tal, em eventual impedimento do Vice-Presidente, tornou-se o sucessor constitucional do titular do governo, tendo ocupado portanto o terceiro cargo mais importante da República. Subsequentemente, foi eleito governador de Minas Gerais, foi reeleito com maioria consagradora e saiu do governo com mais de 80% de aprovação da população mineira. Dentre os aspectos negativos que seus oponentes lhe atribuem, pode ser mencionada alguma irresponsabilidade na vida pessoal, aí incluídos possíveis hábitos que muitos desaprovam — isso pode ser verdade ou pode simplesmente tratar-se de intriga suja da oposição. Outro aspecto que o torna vulnerável ao ataque dos adversários é a construção com recursos públicos, durante seu governo em Minas Gerais, de aeroportos nas proximidades de fazendas de sua família. Ademais, conforme confirmação dele próprio, ele utilizou um desses aeroportos mesmo antes da homologação legal.
Eduardo Campos. O candidato do PSB é neto de Miguel Arraes, que militou na política pernambucana durante várias décadas. O avô teve os direitos políticos cassados na década de 1970, quando governador de Pernambuco, e foi para o exílio, por sua suposta militância comunista. No retorno ao País, teve os direitos políticos restabelecidos e foi eleito uma vez mais governador de Pernambuco. O jovem Eduardo ligou-se umbilicalmente ao avô e ainda muito jovem passou a ter importante papel na política pernambucana. Nesse sentido, foi assessor do avô e posteriormente deputado federal, ministro de Estado e governador de Pernambuco. Sua ação governamental foi marcada por enorme sucesso e aprovação popular. Em sua gestão, aquele estado nordestino teve desenvolvimento econômico expressivamente superior à média brasileira. Afora, a grande capacitação administrativa, Eduardo Campo se notabilizou pelo entusiasmo, otimismo contagiante e enorme qualificação na gestão de conflitos políticos, especialmente porque sempre conseguiu a harmonização de correntes opostas, daí resultando o respeito e a admiração de aliados e oponentes. Dentre as poucas críticas levantadas durante a porfia que envolve os candidatos à Presidência, estava o apoio e a pertinaz  defesa do nome de sua genitora para o Tribunal de Contas do estado de Pernambuco. Para alguns opositores, esse apoio foi indevido por caracterizar nepotismo, agravado pelo fato de que na condição de integrante daquela instância fiscalizadora dos atos do governador, ela faria parte da equipe que julgaria as contas do próprio filho.
Marina Silva. Com a morte de Eduardo Campos, a postulante ao cargo vice-presidente Marina Silva se torna a substituta preferencial. Ela é oriunda de família modesta do interior do Acre. Começou o processo de escolarização aos dezesseis anos. Por sua inteligência, talento e vocação, teve meteórica evolução social, cultural e política. Concluiu curso superior, tornou-se ministra de estado, senadora da república e candidata à Presidência da República na eleição de 2010. Ela não foi eleita, mas logrou obter mais de vinte milhões de votos. Esse patrimônio eleitoral a levou a fundar a agremiação Rede de Sustentabilidade e a estabelecer a aliança com Eduardo Campos, figurando no ajuste, como candidata à vice-presidente da República. Não deve deixar de ser mencionado que sua trajetória política tem sido permeada pela intransigência e até mesmo pelo radicalismo em questões de interesse público, aí incluídas as questões ambientais e, especialmente, a oposição ao agronegócio. Dentro de, no máximo dez dias, será apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral a nova composição da coligação PSB-Rede, sendo quase certo que Marina Silva seja a titular da chapa.
Novo cenário. Antes, havia dúvida se ocorreria segundo turno na eleição presidencial. Se ocorresse, as pesquisas indicavam que Dilma Roussef e Aécio Neves disputariam o segundo turno. Agora, há seguras indicações de que haverá segundo turno. A questão essencial é se Aécio Neves — que, de acordo com as pesquisas, vinha ocupando a segunda colocação com expressiva folga — passará para o segundo turno ou será substituído por Marina Silva. As duas possibilidades são hoje uma incógnita. Tudo dependerá da evolução, dos acertos e erros cometidos na campanha. Por outro lado, é previsível que a reeleição de Dilma Roussef em um eventual segundo turno se torne extremamente difícil qualquer que seja seu oponente.
Em síntese, pode-se asseverar que os seguintes aspectos provavelmente farão parte do cenário político com a morte de Eduardo Campos:
·   Marina Silva será indicada para liderar a coligação PSB-Rede de Sustentabilidade (90% de certeza);
·   haverá segundo turno na eleição presidencial (80% de certeza);
·   Aécio Neves ou Marina Silva irá para o segundo turno (80% de certeza), sendo imprevisível afirmar agora qual dos dois será o oponente de Dilma Roussef;
·   a reeleição de Dilma Roussef é pouco provável (30% de certeza para a reeleição e 70% para a derrota);
·   o próximo presidente da República será Aécio Neves ou Marina Silva (70% de certeza); e
·   com uma eventual derrota de Dilma Roussef, há 50% de possibilidade para Aécio ser o próximo presidente, bem como 50% de possibilidade para Marina ser a vencedora.

Como a política se assemelha às nuvens — a cada momento, a cada fato, a cada circunstância, a cada acidente, tudo pode mudar — análises recursivas estarão sendo elaboradas nos próximos dias e o cenário antevisto neste texto poderá não se tornar integralmente verdadeiro, mas as previsões não estão distantes da realidade que prevalecerá. E que da tragédia surpreendente, inexplicável e chocante, nasça a fé, a força e a esperança. É a homenagem àquele que podia ser considerado uma das melhores referências na aridez do deserto político brasileiro.
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Revisão e mea culpa (4/Out/2014). Errei! Atribui 30% de probabilidade para a reeleição de Dilma Roussef. Ela venceu e vai governar o País por mais 4 anos. É terrível, tenebroso mesmo, imaginar que existe a possibilidade de se configurar um cenário mencionado em outra matéria deste blog, em que o PT poderia permanecer no poder durante 24 anos. Para tanto, bastaria que um petista substituísse a Dilma e conquistasse a reeleição. Daqui a 4 anos, espero escrever um novo mea culpa, admitindo que o cenário de 24 anos de PT não passou de um desatino irresponsável.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Satisfação, coincidência e estranheza

O Colégio Alvacir organizou mais uma solenidade escolar com o objetivo de desenvolver o espírito cívico bem como homenagear os alunos melhores classificados em prova simulada preparatória para ingresso no 6o. ano de escolas consideradas referência em Brasília.
Uma de minhas filhas se classificou entre os dez primeiros alunos na prova simulada e foi homenageada. Ela se preparou cuidadosamente, maquiando-se e penteando-se com esmero. Sua alegria era evidente desde o alvorecer. Ainda bem que compareci ao evento. Ela ficaria muito decepcionada se o pai ou a mãe não estivesse presente.
As outras duas filhas não lograram êxito em atingir ou ultrapassar os 140 pontos requeridos em Matemática e Português. Elas demonstravam uma ponta de tristeza. Evidentemente, que as outras qualidades e as outras características da conformação física e comportamental permitem-lhes superar o desconforto. Elas são bonitas e dinâmicas; desfrutam de saúde satisfatória; são generosas com as irmãs, com os pais e com os amigos — atributo evidenciado especialmente quando qualquer deles enfrenta algum problema sério —; e mostram potencial em outras atividades do dia a dia. Enfim, considerando-se a média de seus atributos, elas propiciam uma enorme satisfação ao pai e à mãe, o que reforça a necessidade de pertinaz esforço para estimular-lhes a autoestima e a permanente busca de satisfação.
Afinal, como lembrou a psicopedagoga Janine — com quem, recentemente, a família estabeleceu construtiva interação —, de acordo com a UNESCO, aprender comporta quatro vertentes essenciais: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver com os outros e aprender a ser. Então, se o conjunto das faculdades decorrentes do aprendizado for equilibrado, mesmo não havendo destaque em alguma área específica, cada ser humano, cada uma de nossas filhas tem boas possibilidades de viver com satisfação; e também gerando satisfação de quem as rodeia — algo acessório, mas que tem enorme impacto no essencial da vida de cada uma.
Após o término da solenidade, dei uma olhada nos resultados da prova simulada que estavam expostos no quadro de aviso do grande hall de entrada da escola. Minha atenção foi despertada por alguns dados incomuns. As três alunas que se classificaram em primeiro lugar pertencem às turmas A, B e C, respectivamente. Ademais, todas tiraram 93 em Matemática e 73 em Português, ou seja, as três tiraram rigorosamente as mesmas notas. Do ponto de vista estatístico e probabilístico, esse resultado contraria a lógica e o bom senso. É uma curiosidade improvável.
Restava-me retornar para casa. Ao deixar o colégio, cruzei com um casal cumprimentando-se. Ele afirmou:
   Como você está linda!
Ela respondeu:
— Não! Eu era muito maltratada quando estava casada com você!
Mesmo diante da resposta incomum, ele tratou-a com fleuma e a convidou para se encontrar com o filho que possivelmente deveria estar no interior da escola.
Em face da reflexão concernente à solenidade, experimentei grande satisfação e reforcei sobretudo a consciência da responsabilidade de estimular a satisfação das queridas Alessandra, Cecília e Laura, cada uma com suas peculiaridades e diversidades. É imperioso ser pai no sentido mais amplo que se possa imaginar, conseguindo praticar procedimentos de que resultem estímulos e motivações eficazes.
Ocorreu ainda a constatação de uma coincidência surpreendente no resultado da prova simulada e que talvez merecesse investigação. Sou levado a pensar nas ocasiões em que apresentei à direção pedagógica e à própria direção geral da escola fatos que requereriam intervenção corretiva, sem qualquer consequência explícita advinda dos pleitos. Minha insatisfação com a escola tem aumentado e fatos pequenos acabam assumindo uma dimensão maior do que significam.
Por último, me deparei com o estranho diálogo do casal que se separou e mantém interação para benefício do filho, mas pelo menos uma das partes não deixa passar oportunidade para expressar a falta de consideração que, de forma diversa, talvez poderia ter evitado a ruptura.

Enfim, foi um início de manhã pleno de satisfação, e com a constatação de uma coincidência surpreendente e de um diálogo curioso e estranho. Vale a pena anotar em meu caderno os fatos e refletir continuadamente sobre os ensinamentos decorrentes — interpretar, aprender e praticar é preciso!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

De Rochedo para La Rochelle, .... e Bélgica

Prezada M. H.,
Falei prá Isabel que enviaria meu comentário relativo à apresentação sobre a Bélgica, de tão grata lembrança para vocês. Assisti-la toca a emoção, a sensibilidade e o olfato. Sente-se um cheiro de história, cultura e civilização.
Estamos voltando de Mato Grosso do Sul. Estivemos em Rochedo. Fui mostrar para as meninas o lugar onde nasci e dei os primeiros passos escolares. Na outra vez que fomos lá, sem elas, que estavam em fase de projeto, Isabel fotografou a escola e depois interpretou-a em uma aquarela. Colocou em nosso quarto, ao lado de gravuras de La Rochelle (perto de Bordeaux), onde estive trabalhando. Há algum tempo Isabel riu quando, olhando para as gravuras, falei: "Olha que trajetória, .... de Rochedo para La Rochelle!".

No dia 6 de junho de 1994, fui de La Rochelle para Paris em um trem de alta velocidade. Cheguei a tempo de ver as celebrações dos 50 anos da invasão da Normandia. 
Vale a pena recordar a estrofe do poema Chanson d'automne, de Paul Verlaine, que foi usada como senha, dirigida especialmente para os membros da Resistência francesa, para o desencadeamento da operação Overlord, tão bem retratada no filme O mais longo dos dias:
"Les sanglots longs des violons de l’automne blessent mon coeur d’une langueur monotone."
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"Os soluços longos dos violinos 
do outono 
ferem meu coração 
com um  langor
monótono." 

E daí? Fiquei um pouco triste de ver em Rochedo minha antiga escola, de 1934, abandonada e sendo corroída pelo tempo e pela indigência de cidadania. Vi também a casa de papai caindo aos pedaços. Agora, ela pertence à Prefeitura local. 
Meu irmão gostaria de ganhar na loteria para recomprar a edificação e demoli-la completamente, apagando do cenário os indícios de pertinaz trabalho comercial (o velho empreendeu pequeno comércio de secos e molhados, tecidos, posto de gasolina e farmácia); e contribuição pública (o velho semianalfabeto foi, sucessivamente, tabelião, presidente de partido e juiz de paz --- claro, em um lugar modesto e limitado). 
Eu gostaria de ganhar na loteria para recomprá-la, ampliar e implantar um museu e uma biblioteca.
Enfim, de Rochedo para La Rochelle, e agora passando obrigatoriamente pela Bélgica! Vale a pena ampliar as noções fundamentais de contribuinte, eleitor e cidadão.
Com nosso carinho,

A.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

A grande oportunidade

A seleção brasileira de futebol foi fragorosamente derrotada pela seleção alemã na semifinal da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Conquanto uma mancha inapagável tenha sido incluída na história épica do futebol brasileiro, a seleção continuará nos corações e mentes de quem gosta desse esporte planetário.
O governo não foi derrotado, mas a economia se posiciona entre as últimas seja na América Latina, seja no âmbito dos emergentes de todas as regiões. A educação acumula os piores desempenho entre os países mais organizados. A política externa se caracteriza por inegável pequenez: apoia-se regimes ditatoriais; financia-se regimes em estado de desintegração; ajoelha-se diante da intransigência de países tradicionalmente dependentes de outros países inclusive o nosso; e não se define uma estratégia que resulte em ação valorizadora de nossas possibilidades. No trato da coisa pública, os desmandos são enormes, metaforizados pelo encarceramento dos próceres da atual governante. As obras prometidas para a sociedade como corolário da organização da Copa do Mundo não foram concluídas. Em suma, o governo tem imposto aos brasileiros o que se pode considerar uma contundente derrota histórica.
Nesse cenário esportivo e político, é forçoso admitir que a seleção e o governo disputaram a Copa Mundial da Incompetência e ambos chegaram à final. A improvisação, a má gestão, a corrupção, os desmandos de toda ordem e, enfim, a incompetência foram objeto de pertinaz disputa. O resultado final foi empate. Então, ambos foram declarados vencedores.
Nada pode ser tão ruim que não possa piorar. A seleção e o governo estão no limiar do enxovalhamento, da desonra e da humilhação, tal é a incompetência que os acomete. O limite do horrendo levado ao paroxismo está nas perspectivas de ambos.
E é aí que reside a esperança. O caos é uma oportunidade de mudança, de transformação, de revolução. É o que o Brasil precisa no esporte e na política. Para quem aspira o humanismo, a democracia e a prevalência da decência, da justiça e da ética, os ventos de outubro são a grande oportunidade requerida. Que venham as eleições!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Zuniga and Neymar - Message to New York Times

Mr. Borden (or Mr. Burden?)

Concerning the article For Bellicose Brazil, Payback Carries Heavy Price: Loss of Neymar
(NYTimes, July 5th, 2014), in which you state that Brazilians players played violently so they started the sort of things that led Zuniga hit Neymar, I submit to you the following coments.
How many colombians players were injured in the soccer match Brazil and Colombia?

The fouls perpetrated by colombians and brazilians players should have the yellow card since the beginning of the match and if necessary the red card as well.
So the guilty should be atributed only to the referee not to the brazilian players.

If a monkey watched the video of Zuniga hitting Neymar in the back, 'he' would think it's an UFC fight.

It's hard to understand the ways and the values Mr. Burden uses to report subjects concerning soccer.

Best regards