domingo, 16 de novembro de 2014

Bolsa-esmola e bolsa-caviar


                 A presente nota foi enviada para o jornal O Estado de São Paulo, mas não foi divulgada.

A principal manchete da versão eletrônica do Estadão deste domingo (16/11/2014) é “Investigação de corrupção na Petrobras pode mudar País ‘para sempre’, diz Dilma”. A menos de uma palavra ou outra, e para ficar apenas com uma amostra representativa, as manchetes de O Globo, Folha de São Paulo, Zero Hora, Estado de Minas e Correio Braziliense são a mesma. É lamentável. É a inquestionável ausência de esperança. A manchete adequada, corajosa e comprometida com a sociedade brasileira deveria ser: “Responsável pela compra fraudulenta e superfaturada da refinaria de Pasadena afirma que corrupção na Petrobrás pode mudar País ‘para sempre’ ”. Claro, a reeleição de Dilma não pode ser atribuída somente os nordestinos motivados pelo bolsa-esmola; a responsabilidade tem que ser compartilhada com os políticos, empresários, diplomatas, militares e intelectuais adeptos do bolsa-caviar. A pergunta que hesita em se calar: 50 anos serão suficientes para a recuperação do flagelo que paira sobre a cabeça dos brasileiros ou passaremos à decadência antes de atingir o ápice?

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Um salto para a frente

                           Matéria divulgada no fórum eletrônico da revista Veja em 13/10/2014

A propósito das pesquisas que serão divulgadas na próxima quarta feira, minha expectativa é que o próximo presidente do Brasil tenha as seguintes atitudes:
- tenha a sabedoria de agir como presidente de todos os brasileiros e não apenas de uma facção da sociedade;
- retome uma política externa que posicione o Brasil como incontestável líder na América do Sul e como agente global com importância diretamente proporcional às suas dimensões humanas, geográficas e estratégicas --- algo que foi perdido com a falta de rumos das administrações petistas;
- abandone as políticas internas de favorecimento de parcelas minoritárias da população (a rigor, minoritárias ou não), em favor do privilégio do mérito, do trabalho e da produção --- de tal sorte que o favorecimento ocorra agregado por decência e dignidade;
- tenha absoluta intransigência com a corrupção;
- provoque a aceleração dos processos judiciais;
- atribua prioridade absoluta para a Educação;
- combata o genocídio no trânsito das ruas e estradas (para minimizar cerca de 50.000 vítimas por ano, o que equivale, em termos de perdas de vidas humanas, a 100 participações do Brasil na Segunda Guerra Mundial; a 80 conflitos de 1964; e a 10 guerras do Vietnã, se considerarmos as 53.000 perdas de militares pelos Estados Unidos em 10 anos).
Há mais atitudes, ações. Fico com apenas essas. Já seria um grande salto para frente.

domingo, 12 de outubro de 2014

Mensalão e pré-salão

             Matéria divulgada no Fórum de Leitores eletrônico do jornal O Estado de São Paulo em 12/10/2014


Com relação à estarrecedora matéria "Parecer aponta superfaturamento ..." ("Estadão", 10/10), convém asseverar: 
- Lula, mensalão, condenação do milhão; 
- Dilma, pré-salão, denúncia do bilhão. 

Chega! 
É tempo de mudança! 
É tempo de coragem, decência e vitória! 
E que prevaleça a verdade, apenas a verdade.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Lideranças despreparadas

Matéria divulgada no sítio eletrônico do jornal O Estado de São Paulo - 12/09/2014

O editorial Um debate abastardado (Estadão de 11 de setembro de 2014) aponta com enorme clarividência a abissal indigência do debate político entre as duas candidatas com maior chance de chegar à Presidência da República no próximo mandato, com ênfase para a questão da autonomia do Banco Central,
Para fulanizar um pouco mais a matéria — lembrando que o verbo fulanizar foi empregado no corpo do texto do Estadão para identificar atributo de afirmação de uma das presidenciáveis —, atenho-me inicialmente à candidata situacionista, e usando uma imagem antônima, convém lembrar que tudo que a Sra. Gisele Bundchen toca vira ouro e tudo que o Partido dos Trabalhadores toca vira porcaria insuportável. Justificando de forma inquestionável a severa assertiva sobre aquele partido e citando apenas os tópicos de fatos que permearam a gestão federal nos últimos doze anos de administração petista e potencializados no último mandato: o caso Celso Daniel, o Mensalão, o pré-sal de lama da Petrobrás, a precária infraestrutura brasileira, os índices econômicos, os índices de desempenho educacional, a excrescência do Mais Médicos, a compra de votos com o Bolsa Família, a política fracionária de cotas e muito mais, muito mais mesmo. Isso sem falar no outrora promissor líder sindical, que foi transformado pelo petismo  em alguém que despreza a verdade, odeia a liberdade de imprensa, contemporiza com as ditaduras e aumenta despudoradamente o patrimônio da família. Ressalvo que pode ter sido apenas encontro de ocasião, resultado de identificação ideológica, comportamental e ética; e não o citado processo de transformação.
No que concerne à contendora da coligação PSB-Rede Sustentabilidade-et al, há que enfatizar as incertezas que o País enfrentará no caso de sua vitória. Evidentemente, as dimensões geográficas, humanas, econômicas e históricas do Brasil impõem que o Palácio do Planalto seja ocupado por alguém com estatura de estadista e não apenas amadores talentosos e que só se destacam pelo deserto político, estratégico e gerencial plenamente habitado por uma plêiade de políticos e demais líderes com responsabilidade na gestão de nossos destinos, cujo objetivo essencial consiste primacialmente na satisfação de seus interesses individuais. Assim, não basta ser analfabeta aos dezesseis anos e depois ter uma progressão educacional e política exemplar. É preciso muito mais. É preciso ter sido testada nos principais cargos que antecedem o mais elevado de todos — o que certamente não ocorreu.
Em síntese, o Brasil está se candidatando a prosseguir a busca de seu destino por intermédio de lideranças despreparadas e completamente aptas a levar o País à perda do expresso da História e a condenar as atuais e as próximas gerações a amargar o sabor da falta de rumo, da ausência de perspectivas para uma vida mais consentânea com as aspirações ditadas pela razão e pela emoção — aspirações permeadas de metas identificadas com a satisfação das demandas pessoais, com a justiça, com a decência, com a generosidade, com a camaradagem e com a ética, e, para resumir com simplicidade: identificadas com o bem viver!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Hannah Arendt e Marina Silva


Na quarta-feira passada, tive a oportunidade de assistir ao filme Hannah Arendt, lançado nos Estados Unidos em 2013, e que mostra aspectos fundamentais da vida da pensadora que dá nome à película. Curiosamente, ela evitava se considerar filósofa; preferia ser vista como uma analista política. No filme, há uma certa ênfase para sua ida para Telaviv, com o objetivo de acompanhar, como jornalista e correspondente da revista New Yorker, o julgamento de Adolf Eichmann, nazista que após a Segunda Guerra Mundial se refugiou em Buenos Aires; foi descoberto pelo serviço secreto israelense Mossad; foi sequestrado na capital argentina; e foi levado a julgamento em Israel.
Por conta da vivência no processo judicial no Oriente Médio, a senhora Arendt transformou uma série de cinco artigos em um novo livro, onde defendeu a tese da banalização do mal. Em realidade, há indicações de que ela não concordou integralmente com o resultado do julgamento do Eichmann. Para ela, esse cidadão foi condenado num julgamento em que estiveram em tela as barbaridades do nazismo e, nesse sentido,  ele teria sido enforcado por crimes que não cometera. É uma tese controversa e a sociedade nova-iorquina, muitos intelectuais e mesmos amigos se posicionaram contra a escritora.
Esses comentários são motivados menos pelo filme e mais por um artigo do jornalista Juan Arias, correspondente no Brasil do jornal El Pais, no qual, coincidentemente, aponta as motivações intelectuais da pensadora Hannah Arendt sobre a senhora Marina Silva, candidata à Presidência da República pela coligação PSB-Rede Sustentabilidade. A esse respeito, foi acolhida no sítio eletrônico daquele jornal espanhol a mensagem (curta, porque para ser aceito o texto deve ter menos de 3000 caracteres) que é apresentada a seguir.
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O Sr. Juan Arias escreveu um brilhante artigo alusivo à inspiração que a Sra. Marina Silva obtém no ideário da Sra. Hannah Arendt (Hannah Arendt, la musa ideológica de Marina Silva, em El Pais, de 1/9/2014). Porém, para os brasileiros é lamentável que assim seja.
Por suas dimensões geográfica, populacional  econômica, entre outras, o Brasil merecia ter intelectuais que indicassem o rumo da Nação. Merecia também ter estadistas que seguissem os rumos indicados pelos primeiros. Não tem nem intelectuais, nem estadistas.
             Então, fica plenamente justificado todas as assertivas do Sr. Juan Arias. A rigor, o que se vê é o engrandecimento de uma política amadora que busca fora de suas fronteiras o ideário que não encontra em seu próprio País e que possivelmente será eleita e continuará contribuindo para que o Brasil siga os rumos atuais, isto é, para que siga sem rumo, crescendo menos do que a grande maioria dos países latino-americanos e menos do que todos os países integrantes do BRICS; para que siga com severas deficiências em saúde, educação, moradia e segurança; e para que siga como um dos mais corruptos países do sistema terrestre. 
             Com imensa tristeza, parabenizo o Sr. Arias.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A eleição presidencial

Hoje, antes do meio dia, faleceu Eduardo Campos. Ele disputaria a Presidência da República pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), na eleição de 3 de outubro de 2014. A aeronave Cessna Citation em que ele viajava arremeteu ao tentar pousar em Santos e logo depois caiu destruindo várias casas e matando todos os passageiros e os dois pilotos.
Os outros candidatos que se apresentam com chances de ganhar o pleito são: Dilma Roussef, do Partido dos Trabalhadores (PT), candidata à reeleição e Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).  Segundo as pesquisas de opinião, até o fim da primeira semana de agosto, a presidente tinha da ordem de 38% da preferência dos eleitores, Aécio era o preferido por cerca de 20% e Eduardo, enquanto viveu, ultrapassava ligeiramente os 10% da massa votante.
Dilma Roussef. A administração da presidente Dilma Roussef tem sido marcada por grandes controvérsias. A propósito, vale a pena recordar dois personagens com dimensão que extrapola as fronteiras de seus países. Na década de 1960, Nelson Mandela foi condenado à prisão por sua luta contra o racismo e contra a discriminação de toda ordem na África do Sul. Ficou preso durante 27 anos, saiu da prisão, retornou à militância política, foi eleito presidente de seu país e estendeu a mão a seus algozes, pregando a paz, a conciliação, a decência e a justiça. Na década de 1970, Michele Bachelet, que era criança, teve sua família perseguida pela ditadura chilena de Augusto Pinochet. Na vida adulta, foi eleita presidente do Chile. Ao ser perguntada sobre os problemas enfrentados por sua família, respondeu que os fatos pertenciam à História e ela não tinha comentários a fazer. Com essa atitude, ela estava sinalizando que os chilenos deveriam encarar o futuro da Nação de forma coletiva e unificada. Ela concedeu-se a faculdade de ser presidente de todos os chilenos.
Diferentemente, em nosso País, em 2010, Dilma Roussef foi eleita com a participação fundamental de políticos e empresários que antes do final deste seu primeiro mandato foram processados, julgados e condenados à prisão por corrupção e malversação de recursos públicos. No plano interno, adotou medidas que dividem a sociedade entre os que lhe apoiam e os que se lhe opõem. Com a Comissão da Verdade retoma e acirra conflitos históricos, caracterizados por aqueles que se aliaram, defenderam ou simplesmente admiraram a União Soviética — potência mundial originada no leste europeu por volta de 1917 e esfacelada em 1989 —, e  pugnaram pela implantação do socialismo no Brasil; e por aqueles que se aliaram, defenderam ou simplesmente admiravam os Estados Unidos, o capitalismo, a democracia e o chamado mundo Ocidental. Com a política do Bolsa Família, provê migalhas para milhões,  incentiva a preguiça, desestimula a produção e mantém eleitores cativos a troco de muito pouco. Com o incentivo à política de cotas para negros, índios e despossuídos para ingresso na Universidade, presta um enorme desserviço ao mérito e à qualificação profissional e pessoal. No plano externo, alia-se à escória da América Latina, sintetizada pelos governos de Cuba, Venezuela e Bolívia, bem como apoia ditadores de várias longitudes. Com a importação de médicos cubanos, no âmbito do programa Mais Médicos, desmoraliza a Medicina brasileira, carreia centenas de milhões de dólares para o famigerado regime cubano e, por último e fundamental, não soluciona os graves problemas de saúde dos brasileiros. Ela se candidata à reeleição em meio a enormes contradições de atitude, pensamento e ações.
Aécio Neves. O candidato do PSDB é sobrinho do falecido político Tancredo Neves, que em 1985, foi eleito presidente da República, em eleição indireta, para substituir o presidente João Batista Figueiredo; e que, na véspera da investidura no cargo, foi acometido de grave doença e faleceu. Aécio respirou política desde a adolescência. Foi assessor do tio. Ingressou no Parlamento muito jovem. Foi presidente da Câmara dos Deputados, e como tal, em eventual impedimento do Vice-Presidente, tornou-se o sucessor constitucional do titular do governo, tendo ocupado portanto o terceiro cargo mais importante da República. Subsequentemente, foi eleito governador de Minas Gerais, foi reeleito com maioria consagradora e saiu do governo com mais de 80% de aprovação da população mineira. Dentre os aspectos negativos que seus oponentes lhe atribuem, pode ser mencionada alguma irresponsabilidade na vida pessoal, aí incluídos possíveis hábitos que muitos desaprovam — isso pode ser verdade ou pode simplesmente tratar-se de intriga suja da oposição. Outro aspecto que o torna vulnerável ao ataque dos adversários é a construção com recursos públicos, durante seu governo em Minas Gerais, de aeroportos nas proximidades de fazendas de sua família. Ademais, conforme confirmação dele próprio, ele utilizou um desses aeroportos mesmo antes da homologação legal.
Eduardo Campos. O candidato do PSB é neto de Miguel Arraes, que militou na política pernambucana durante várias décadas. O avô teve os direitos políticos cassados na década de 1970, quando governador de Pernambuco, e foi para o exílio, por sua suposta militância comunista. No retorno ao País, teve os direitos políticos restabelecidos e foi eleito uma vez mais governador de Pernambuco. O jovem Eduardo ligou-se umbilicalmente ao avô e ainda muito jovem passou a ter importante papel na política pernambucana. Nesse sentido, foi assessor do avô e posteriormente deputado federal, ministro de Estado e governador de Pernambuco. Sua ação governamental foi marcada por enorme sucesso e aprovação popular. Em sua gestão, aquele estado nordestino teve desenvolvimento econômico expressivamente superior à média brasileira. Afora, a grande capacitação administrativa, Eduardo Campo se notabilizou pelo entusiasmo, otimismo contagiante e enorme qualificação na gestão de conflitos políticos, especialmente porque sempre conseguiu a harmonização de correntes opostas, daí resultando o respeito e a admiração de aliados e oponentes. Dentre as poucas críticas levantadas durante a porfia que envolve os candidatos à Presidência, estava o apoio e a pertinaz  defesa do nome de sua genitora para o Tribunal de Contas do estado de Pernambuco. Para alguns opositores, esse apoio foi indevido por caracterizar nepotismo, agravado pelo fato de que na condição de integrante daquela instância fiscalizadora dos atos do governador, ela faria parte da equipe que julgaria as contas do próprio filho.
Marina Silva. Com a morte de Eduardo Campos, a postulante ao cargo vice-presidente Marina Silva se torna a substituta preferencial. Ela é oriunda de família modesta do interior do Acre. Começou o processo de escolarização aos dezesseis anos. Por sua inteligência, talento e vocação, teve meteórica evolução social, cultural e política. Concluiu curso superior, tornou-se ministra de estado, senadora da república e candidata à Presidência da República na eleição de 2010. Ela não foi eleita, mas logrou obter mais de vinte milhões de votos. Esse patrimônio eleitoral a levou a fundar a agremiação Rede de Sustentabilidade e a estabelecer a aliança com Eduardo Campos, figurando no ajuste, como candidata à vice-presidente da República. Não deve deixar de ser mencionado que sua trajetória política tem sido permeada pela intransigência e até mesmo pelo radicalismo em questões de interesse público, aí incluídas as questões ambientais e, especialmente, a oposição ao agronegócio. Dentro de, no máximo dez dias, será apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral a nova composição da coligação PSB-Rede, sendo quase certo que Marina Silva seja a titular da chapa.
Novo cenário. Antes, havia dúvida se ocorreria segundo turno na eleição presidencial. Se ocorresse, as pesquisas indicavam que Dilma Roussef e Aécio Neves disputariam o segundo turno. Agora, há seguras indicações de que haverá segundo turno. A questão essencial é se Aécio Neves — que, de acordo com as pesquisas, vinha ocupando a segunda colocação com expressiva folga — passará para o segundo turno ou será substituído por Marina Silva. As duas possibilidades são hoje uma incógnita. Tudo dependerá da evolução, dos acertos e erros cometidos na campanha. Por outro lado, é previsível que a reeleição de Dilma Roussef em um eventual segundo turno se torne extremamente difícil qualquer que seja seu oponente.
Em síntese, pode-se asseverar que os seguintes aspectos provavelmente farão parte do cenário político com a morte de Eduardo Campos:
·   Marina Silva será indicada para liderar a coligação PSB-Rede de Sustentabilidade (90% de certeza);
·   haverá segundo turno na eleição presidencial (80% de certeza);
·   Aécio Neves ou Marina Silva irá para o segundo turno (80% de certeza), sendo imprevisível afirmar agora qual dos dois será o oponente de Dilma Roussef;
·   a reeleição de Dilma Roussef é pouco provável (30% de certeza para a reeleição e 70% para a derrota);
·   o próximo presidente da República será Aécio Neves ou Marina Silva (70% de certeza); e
·   com uma eventual derrota de Dilma Roussef, há 50% de possibilidade para Aécio ser o próximo presidente, bem como 50% de possibilidade para Marina ser a vencedora.

Como a política se assemelha às nuvens — a cada momento, a cada fato, a cada circunstância, a cada acidente, tudo pode mudar — análises recursivas estarão sendo elaboradas nos próximos dias e o cenário antevisto neste texto poderá não se tornar integralmente verdadeiro, mas as previsões não estão distantes da realidade que prevalecerá. E que da tragédia surpreendente, inexplicável e chocante, nasça a fé, a força e a esperança. É a homenagem àquele que podia ser considerado uma das melhores referências na aridez do deserto político brasileiro.
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Revisão e mea culpa (4/Out/2014). Errei! Atribui 30% de probabilidade para a reeleição de Dilma Roussef. Ela venceu e vai governar o País por mais 4 anos. É terrível, tenebroso mesmo, imaginar que existe a possibilidade de se configurar um cenário mencionado em outra matéria deste blog, em que o PT poderia permanecer no poder durante 24 anos. Para tanto, bastaria que um petista substituísse a Dilma e conquistasse a reeleição. Daqui a 4 anos, espero escrever um novo mea culpa, admitindo que o cenário de 24 anos de PT não passou de um desatino irresponsável.