quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Fronteira do insustentável

[Mensagem publicada no Fórum de Leitores do Estadão, versão impressa, de 5/11/2015]


          Irretocável a entrevista do comandante do Exército para o Estadão de hoje, 2 de novembro. Agora, militar precisando falar é um claro indicador de que a situação político-institucional se aproxima da fronteira do insustentável. Está na hora do pessoal com juízo agir.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Honra e liderança

Em matérias divulgadas pelos jornais O Globo e Estadão, o senhor Fernando Henrique Cardoso — como já o fizera em outras ocasiões — assevera que a senhora Dilma Roussef é uma pessoa honrada.
Eu gostaria de aprender com o professor doutor como uma pessoa que inclui em seu currículo títulos de mestrado e doutorado que não concluiu, aprova compra de refinaria com enormes prejuízos para a sociedade e usa a mentira para se reeleger presidente pode ser considerada honrada [*].
Em que academia ou universidade de ética essa lição foi ministrada? E que tipo de intelecto foi capaz de considerá-la crível e de assimilá-la?
A pergunta resultante é emblemática: que políticos brasileiros devemos considerar referência? Aliás, conviria refletir e identificar os três maiores líderes brasileiros de todos os tempos ou, para simplificar, os três maiores líderes brasileiros vivos.
Pode-se começar com o estabelecimento de critérios para essa identificação. Os primeiros seriam: ter reputação ilibada, constituindo-se em exemplo de ética, de decência e de justiça; ter transmitido para a posteridade conhecimento, experiência e qualificação gerencial e política; e ser responsável pela transformação do país.
À guisa de provocação, convém citar dois nomes: Caxias e Rio Branco. O primeiro por contribuir de forma decisiva — com sua liderança, visão estratégica e ação militar e política — para que o Brasil não se fracionasse como ocorrera com a América do Sul de língua espanhola. E o segundo pelo sucesso na atuação diplomática que institucionalizou o Estado brasileiro herdado das ações de Caxias, com acordos com vários países fronteiriços, reduzindo expressivamente possíveis conflitos reais e potenciais.
O debate sobre as questões ora apontadas deveria ser incluído na agenda nacional. Assim, poderíamos melhorar o senso de avaliação e deixar de aceitar assertivas sobre honestidade, honra, qualificação política e liderança que não atendam ao que determina a razão, a lógica, o bom senso e a ética.


[*] Foram citados três desatinos de quem ocupa o mais alto cargo da Nação, mas isso é muito pouco. A propósito, consulte-se o artigo “A falsidade como meio de vida”, de José Nêumane (Estadão de 21 de outubro), em que são apontadas 5 inequívocas falsidades da senhora Dilma Roussef, quais sejam:
ü  a inclusão no currículo dos títulos de mestrado e doutorado (Nêumane asseverou que ela foi pilhada em ‘flagrante delito’);
ü  a auto-atribuição da condição de heroína da democracia ao participar de grupo armado de extrema esquerda (Nêumane considerou essa divulgação uma ‘mentira desprezível’);
ü  as promessas realizadas por ocasião da campanha eleitora de 2014 (Nêumane caracterizou-as como uma ‘compulsão doentia à mentira’);
ü  as promessas para a área de Educação com o jargão Pátria Educadora (Nêumane chamou esse jargão de ‘Pátria Enganadora’);
ü  a afirmação de que seu governo não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção (Nêumane interpretou essa asserção como um ‘delírio de falsidade e má-fé’); e

ü  a assertiva da presidente de que “depô-la é golpe” (Nêumane considerou essa opinião uma ‘alucinação obsessiva de nossa Rainha de Copas falsária …’).

sábado, 24 de outubro de 2015

Canção do Expedicionário e Hino Nacional

           Hoje, tenho a satisfação de apresentar duas preciosidades: um vídeo em que crianças italianas cantam, em Montese, a Canção do Expedicionário, à guisa de comemoração dos 70 anos da vitória dos aliados contra os nazi-fascistas; e um áudio em que soldados brasileiros cantam o Hino Nacional em 1944, na Itália — sendo este valorizado por fogos de Artilharia pipocando nas proximidades da formatura.
          Dessa forma, presto minha singela homenagem aos mais de 25.000 soldados que colocaram suas vidas em risco em 1944 e 1945, durante a Segunda Guerra Mundial; e, principalmente, aqueles que pereceram nos campos de batalha daquela conflagração em defesa da liberdade, da democracia e da justiça.

         1. Crianças italianas cantando a Canção do Expedicionário em Montese


         2. Pracinhas brasileiros cantando o Hino Nacional




sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Derrota do comunismo no Brasil

O coronel Ustra faleceu ontem com mais de 80 anos. No momento em que a família chora seu passamento, alguns comunistas e admiradores fazem severas acusações contra ele, sob a alegação de ter sido torturador. Essa acusação está prejudicada para todo o sempre. A quantidade de comunistas e falsos comunistas que declararam prejuízo resultante de perseguição e tortura apenas para ganhar polpudas indenizações ultrapassa o bom senso, agride a inteligência e ofende a razão.
Os comunistas torturaram e mataram 700.000 menores  na Ucrânia nas décadas de 1930 e 1940. Os nazistas torturaram e mataram 600.000 menores na Alemanha na década de 1940. Essas assertivas resultam de aritmética e lógica elementares. Segundo o testemunho do historiador soviético Dmitri Volkogonov, comunista arrependido, que herdou a gestão dos documentos secretos da KGB em 1989 e publicou o livro “Os Sete Chefes do Império Soviético”, 7 milhões de ucranianos foram torturados e mortos pelo regime estalinista na Ucrânia; então pelo menos 10% são menores. Segundo vários historiadores insuspeitos (tão grande é o universo que citá-los é rigorosamente desnecessário), 6 milhões de alemães foram torturados e mortos pelo regime nazista; então pelo menos 10% são menores.
No combate ao nazismo, mais de 300 brasileiros, militares do Exército, morreram no campo de batalha, em 1945, na Itália. No combate ao comunismo, aproximadamente 400 brasileiros (estatística a confirmar) morreram nas regiões urbanas e rurais brasileiras nas décadas de 1960 e 1970 (mais de 300 pelejando para implantar o comunismo no Brasil e mais de 100 combatendo para impedir a vitória desse sistema perverso).
Voltando à questão fulcral: a tortura é crime hediondo? Sim. Claro e inequívoco! Por que há tortura? Por que os comunistas brasileiros e seus admiradores defendem e apoiam o comunismo que torturou e matou tantos? Socraticamente, melhoremos a pergunta: por que há brasileiros comunistas e nazistas? Enfatizemos: por que há brasileiros nazi-comunistas tão associados com a tortura e o assassinato?

Tantas dúvidas emolduradas por uma certeza imperdoável para uma minoria atuante: o coronel Ustra esteve na vanguarda do combate ao comunismo e de sua derrota no Brasil.

Polêmica da irresponsabilidade - III

Ainda tratando da divulgação no Fórum de Leitores do jornal Estadão da mensagem com o título “Biografia corrida” — que se encontra neste blog com a data de 14/Out/2015 — e que gerou uma mensagem pessoal do cidadão P. F. M., encaminhei a ele mensagem complementar cujo texto é  apresentado a seguir.
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Senhor “P. F. M.”
Complementando minha resposta, propositalmente, preferi asseverar hoje que não passou desapercebida a ameaça contida em sua mensagem de uma linha. Então, quais são os riscos inferidos da suposta ameaça? Posso ser submetido a algum tipo de processo com o objetivo calar-me — tratar-se-ia da prevalência da injustiça. Posso ser submetido a alguma espécie de vilania e difamação ou ser objeto de atentado à integridade física — o que caracterizaria a prevalência da covardia.
O que fazer diante dos riscos? Nada. Apenas lembrar-me do que ouvi de meu pai aos seis anos de idade: "Brevemente, você vai sair de casa em busca de seu destino. Vai precisar chorar, mas não haverá ninguém ao seu lado para saber a razão e para consolá-lo. Enxugue as lágrimas e esforce para se poupar do sentimento do medo e da covardia!”. Saí, naquela idade, e jamais esqueci!
Como o mundo é eivado de boa fé, agradeço pelo alerta (camuflado pela má colocação de vírgulas).
Atenciosamente,

<Identifico-me>