segunda-feira, 18 de junho de 2018

Viagem a Paris - Deslocamento aéreo São Paulo-Paris, Montmartre e Sacré-Coeur


18 de junho (segunda-feira) – Deslocamento aéreo São Paulo-Paris, caminhada em Montmartre e visita à basílica Sacré-Coeur
Consegui dormir pelo menos umas três horas. Acordei por volta de 6:00 horas, horário de Brasília; ou seja, 11:00 horas na França. Observando o mapa que a Laura estava acompanhando, estávamos passando nos limites de Portugal com o oceano Atlântico. Depois de algum tempo, pedi para a Laura identificar as cidades espanholas, e ela com enorme alegria identificou também Barcelona. Então, Cecília, como sempre observadora, olhando o mapa, mencionou que estávamos próximo de La Rochelle — ela se lembrou de um relato que fiz alguns anos antes: eu lá estivera, trabalhando, em 1994. Fiz questão de reprisar que, naquela viagem, fui de avião de Paris a Limoges e em seguida fui de carro  a Saint Yrieux, onde visitei instalações médicas do Exército Francês. Continuei de carro para La Rochelle. Estava na companhia dos coronéis Pavani, Araujo (médico), Paulo Assis e outro cujo nome me foge agora. A última etapa dessa volta em território francês, foi o retorno de trem-bala a Paris. Estivéramos também em Bourges e Rennes. Esses cinco oficiais — dentre os quais quatro foram promovidos a general — compuseram o destacamento precursor de uma visita à França do Ministro do Exército, General Zenildo Zoroastro de Lucena.
Continuando o sobrevoo da França, perguntei a Alessandra se ela se lembrava do que ocorrera no dia 6 de junho de 1944. Ela respondeu que foi a invasão da Normandia, o chamado Dia D, retratado no filme "O mais longo dos dias". Insisti no questionamento, pedindo para que mostrasse no mapa o canal da Mancha, as praias da invasão e os respectivos nomes. Eu tive que relembrar para ela: Juno, Gold, Sword, Utah e Omaha.
O tempo passou celeremente e finalmente pousamos no aeroporto Charles De Gaulle. O Coronel Ronaldo Morais Brancalione, adido do Exército em Paris estava nos esperando com uma confortável Van. Eu não o conhecia pessoalmente. Ele confirmou a excelente impressão causada nos contatos feitos por WhatsApp — profissional, prestativo, mentalmente ágil e gentil. Depois dos cumprimentos, trocamos lembranças. Eu ganhei um 'Grand vin' Bordeaux, rótulo Chateau Lestrille,  e dei-lhe o livro "O Brasil que queremos", uma coletânea de artigos com análise dos principais campos da gestão pública voltados para a próxima Administração, cujo titular será eleito em outubro de 2018. 
O adido nos acompanhou até o hotel Lepic, próximo do Moulin Rouge, em Monmartre. O hotel não é bom, mas foi uma ótima solução emergencial possibilitada pela ação oportuna e eficaz do Brancalione. Devo enfatizar que havia reservado um apartamento nas proximidades da Torre Eiffel, em 30 de dezembro de 2017,  com seis meses de antecedência, tendo pago a metade no ato da reserva e a outra metade seria debitada automaticamente no cartão de crédito em maio. Em face de tentativa de fraude, o Banco do Brasil rejeitou o pagamento e a reserva foi cancelada. 
Então, depois de desarrumar as malas, fomos caminhando ladeira acima, identificando restaurantes e caraterísticas marcantes de Paris. Caminhamos até a basílica Sacré-Coeur, visitamo-la e curtimos intensamente esse ícone da arquitetura religiosa da capital francesa. Quase ao término da guerra franco-prussiana em 1870, dois homens de negócio, Alexandre Legentil e Rohault de Fleury, fizeram uma promessa de construir uma igreja dedicada ao Sagrado Coração de Cristo se a França fosse poupada do iminente ataque prussiano. Eles viveram o suficiente para ver Paris salva da invasão, a despeito de longo cerco — 4 meses com as tropas de Otto Von Bismarck à porta; os parisienses ficaram tão famintos que comeram todos os animais encontrados na cidade —, e presenciar o início da construção do que foi chamada basílica Sacré-Coeur. A torre tem uma altura de 83 m e contém um dos sinos mais pesados do mundo, 18,5 toneladas. Seu domo na forma ovóide é o segundo ponto mais alto de Paris, só perdendo para a Torre Eiffel.
Depois ainda com luz diurna, fomos jantar no restaurante La Mère Catherine, na Place Tertre, no coração de Monmartre. Foi uma boa estréia nas plagas parisienses. Voltamos para o hotel, imersos no intenso cansaço das longas 17 horas de viagem.

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SUMÁRIO

Apresentação

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 Aeroporto Charles De Gaulle [1]

 Aeroporto Charles De Gaulle [2]

Estádio Parc de Princes


Passeio em Montmartre


Basílica Sacre-Coeur, em Montmartre [1]

Basílica Sacre-Coeur, em Montmartre [2]


Basílica Sacre-Coeur, em Montmartre [3]

Restaurante La Mère Catherine, na Place de Tertre [1]

Restaurante La Mère Catherine, na Place de Tertre [2]

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domingo, 17 de junho de 2018

Viagem a Paris - Deslocamento Brasília-São Paulo e embarque para Paris



17 de junho (domingo) – Deslocamento aéreo Brasília-São Paulo e embarque para Paris
Acordei cedo e antes do café matinal, contatei o José, que há mais de seis anos faz a manutenção de nossa piscina. É um profissional exemplar. Foi objeto de uma ação insana: estava voltando para casa de moto, foi atropelado, não foi socorrido pelo motorista, que fugiu. Ele fraturou duas costelas, machucou o joelho com alguma severidade e teve o baço atingido severamente (teve que extraí-lo, o que ocorreu com atraso, por falha inicial de diagnóstico). Enfim, vai permanecer no hospital pelo menos dois meses. Afora a notícia do pagamento mensal, minha mensagem essencial foi a ênfase que atribui ao fato de ele estar fora de perigo e, portanto com a vida assegurada. 
Em seguida, resolvi as demais questões pendentes e depois fui ao comércio comprar uma mala de mão e uma camiseta da seleção brasileira para a Laura. Voltei pra casa, conclui a arrumação da mala, etiquetei todas as demais malas da viagem e parei para o almoço. 
Isabel adquiriu o  galeto que tanto gostamos — feito à moda gaúcha na galeteria homônima. Após a refeição, retirei da churrasqueira alguns objetos que poderiam ser mais facilmente roubados se lá permanecessem; e ajustei o acendimento automático das luzes para melhorar a segurança da Casa em Cima do Mundo. 
Finalmente, chegou a hora da estreia do Brasil na Copa do Mundo da Rússia. O Brasil jogou contra a Suíça. No intervalo do jogo, tomei banho, com atraso de pelo menos meia hora. A Paula, motorista de táxi educada e pontual chegou às 16:30 h, conforme combinado. Fomos para o aeroporto, assistindo a partida na pequena TV do carro. O Brasil não jogou bem e com a ajuda do juiz — que deixou de dar falta de um atacante no zagueiro Miranda — a Suíça empatou e o jogo terminou 1 a 1. 
Chegamos ao aeroporto com duas horas de antecedência. Com o checkin já realizado, a entrega das malas foi rápida. Aproveitei o tempo disponível para enviar uma mensagem para os Generais de Exército da reserva Ferreira e Heleno, companheiros da equipe de conselheiros do candidato à Presidência Jair Bolsonaro. Pela relevância, relato de forma resumida o que transmiti para ambos.
"Em face da evolução do Bolsonaro para a primeira colocação nas pesquisas de opinião, os ataques dos adversários se intensificaram. Doravante, deverão aumentar exponencialmente, podendo chegar a níveis inimagináveis. Dentre os últimos ataques destaquei:
1) a acusação de que ele não tem ideias nem propostas de governo na área de segurança e insiste em afirmar que a solução é armar a população e causar mortes; 
2) em relação à área de educação, afirmam que como ele é autoritário, a única solução que ele preconiza é a militarização das escolas. 
Então, asseverei que o Bolsonaro deveria utilizar todas as oportunidades (discurso, entrevista e debate) para apresentar: três ideias-força em segurança e somente a quarta ideia-força seria a questão do armamento em contraposição ao desarmamento; três ideias-força em educação e somente a quarta ele mencionaria a militarização das escolas; e similarmente nos demais campos da gestão pública, ele deveria ter posicionamento semelhante. 
Em síntese, ele deveria ter no mínimo umas quinze ideias-força de seu governo; e para cada uma destas, haveria a quebra em três ou mais ideias básicas. Mencionei para os companheiros de aconselhamento que, agindo dessa forma, ele teria possibilidade de conquistar um bom percentual de eleitores indecisos e desencantados com a política." 
Faço o registro dessa mensagem para que no futuro haja a lembrança consentânea com um dos dois cenários possíveis. O primeiro deles, resultante da derrota do candidato Bolsonaro — aí haverá algum lamento nostálgico, dado que terei trabalhado por um objetivo frustrado; nesse caso, vale uma de minhas frases favoritas: “Gostaria de não arrepender-me do que fiz errado. Gostaria de arrepender-me apenas de não tentar fazer o que poderia.” O segundo cenário, resultante da vitória do candidato Bolsonaro — aí recordarei com satisfação que tive a oportunidade de trabalhar na equipe que assessorou o candidato que se propunha a realizar a mudança de rumos do Brasil; de retirar o País de uma das maiores crises da história; crise moral, ética, política, econômica e, desafortunadamente, educacional.
Concluída e enviada a mensagem, fomos chamados para o embarque. Decolamos e chegamos em São Paulo na hora planejada. No aeroporto de Guarulhos, confirmar o checkin e passar pela alfândega foi fácil, tranquilo. Agora chegar ao Terminal 3 foi cansativo e até mesmo desagradável. Recebemos informação errada e tivemos que andar quase 20 minutos para chegar ao portão de embarque. Alguma dificuldade cria uma certa sensação de aventura e dá à viagem um certo sentido de quebra de expectativa. No horário planejado, embarcamos e em seguida decolamos. Meia noite coincidiu com os primeiros mil quilômetros no ar em direção à Cidade Luz.
A refeição na hora avançada não chegou a incomodar. Devo registrar que o jantar foi ótimo e o vinho mereceu reprise. Tudo indica que já estamos imersos na cultura culinária francesa. Reflito e não  tenho pejo (essa palavra existe? Se existe o que significa?) de lembrar que se ganhasse um grande prêmio da loteria, não alteraria de forma expressiva meu padrão de vida, mas seguramente faria um esforço enorme para que todo prato fosse um prato especial. A roça me deixou marcas e uma delas foi aprender o gosto da comida bem feita. Simples, modesta, mas irrepreensivelmente bem feita, bem condimentada, bem cozida e com o sabor inequivocamente agradável. A de hoje agradou à percepção, ao coração e à mente.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Viagem a Paris - Final da preparação


Com o objetivo de celebrar o aniversário de 15 anos de Cecília, Laura e Alessandra, por opção delas, nós decidimos viajar para a Europa. Neste texto, um misto de diário e relatório, apresentamos os fatos marcantes da viagem a Paris. Ele está organizado em 10 itens, correspondentes a esta apresentação, à véspera e a cada dia da viagem. Em outro artigo, com o título “Viagem a Londres – 24/Jun/2018”, serão relatados os detalhes do prosseguimento da viagem para a cidade de Londres.

16 de junho (sábado) – Final da preparação
Amanhã, nossas queridas filhas, Isabel e eu próprio embarcaremos para Paris, onde passaremos uma semana e depois seguiremos para Londres para passar cinco dias. É a primeira viagem ao exterior de nossas queridas filhas.
O principal objetivo é celebrar seus aniversários de 15 anos. A escolha não poderia ser melhor. Em Paris, eu e Isabel celebramos o réveillon de 2000. Em Londres, na Abadia de Westminster, eu dei-lhe provavelmente o presente mais significativo: um anel de brilhante. 
Para as meninas, vai ser especial não apenas pela data tão esperada de suas vidas, mas também porque elas já tomaram conhecimento em livros, em álbuns de fotos e em nossos relatos de curiosidades sobre essas duas cidades de enorme importância para seus países, bem como para a história da humanidade. 
Que tudo corra bem; que as expectativas sejam satisfeitas; que a alegria prevaleça; e que as meninas se sintam melhores, mais amadurecidas e mais felizes, nessa quadra mágica e inesquecível de suas vidas!

domingo, 10 de junho de 2018

Pensar é preciso

O meu pensar e as minhas citações


“O ser humano é a razão primeira e última de qualquer esforço profissional em âmbito individual ou coletivo.”[1]

“Minha gratidão ao meu pai Oscar e minha mãe Alaide, por me fazerem herdar o amor pelo trabalho, pela verdade e pelo sentimento do cumprimento do dever.” [2]

 “As transformações em curso são consubstanciadas pela revolução tecnológica e o advento da sociedade da informação; pela revolução gerencial; e pela adoção de novos métodos, técnicas e instrumentos de gestão.” [3]

“Candidatam-se à decadência, antes de ascenderem ao ápice, as organizações e países cujos integrantes ignoram o passado e impedem os olhos e as mentes de perscrutarem o futuro!” [4]

“A pesquisa, o desenvolvimento, a fabricação e a avaliação autônomos de material de emprego militar condicionam as aspirações estratégicas e políticas de um país.” [5]

"Candidata-se à decadência antes de atingir  o ápice o país cujas Forças Armadas não possuem o domínio do ciclo de vida de seus artefatos bélicos." [6]

“É imperioso pensar e agir privilegiando o que é essencial em detrimento do que é acessório.”

“Tentar sempre, desistir jamais, vencer se possível.”

“A verdade, a liberdade e a ética são os fundamentos básicos da democracia.”

“Eduque-os ou condene-os ao servilismo.”

“Os Estados Unidos perderam a Guerra do Vietnã para a mídia, para os intelectuais e para os artistas americanos. O Brasil ganhou a guerra contra os comunistas e perdeu a guerra cultural para a mídia, para os intelectuais e para os artistas brasileiros.” [7]

“Dê ao indivíduo a informação incorreta e assuma o risco pela resposta errada.” [8]

“A verdade, a liberdade, a coragem e a ética são os fundamentos da democracia.”

“A democracia não é um fim; é um meio para a conquista da paz e da harmonia entre seres humanos.”

“O essencial não é a resposta! É a pergunta!”  [9]

 “Perseguição? Bandidos devem ser perseguidos sim — pela lei, pela justiça e pela democracia, que eles tão bem ignoram!”

“Na guerra é assim: alguns vencem, outros perdem e muitos choram”  [10]

“A guerra é para quem se dispõe a oferecer a própria vida em defesa da verdade, da liberdade, da coragem e da ética, fundamentos essenciais da democracia.”  [11]

“A democracia é o meio para a conquista da paz e da harmonia entre seres humanos.” [12]

“A sociedade brasileira aspira a prevalência da decência, da justiça e da liberdade.” [13]

"Só os cientistas e os loucos podem mudar a realidade."

“A educação eficaz conduz os alunos à prática de valores essenciais e à consciência da importância do conhecimento no prazo de um ano.
A educação eficaz e continuada conduz o país à transformação no prazo de seis décadas.
Portanto, educação produz resultados em curto, médio e longo prazos.”

“Se a educação é eficaz, o processo de transformação dos alunos pode ser iniciado no prazo de um ano.
Se a educação é eficaz e continuada, o processo de transformação da comunidade e do país pode ser concluído no prazo de cerca de seis décadas.
Portanto, educação pode dar resultados em curto, médio e longo prazos.” [14]

“A Educação & Cultura & Esporte possibilitam a obtenção do conhecimento e a Ciência & Tecnologia & Inovação possibilitam a transformação do conhecimento em riqueza.”  [14]

“Jamais se arrependa do que tentou fazer e deu errado. Arrependa-se sempre do que não teve a coragem de tentar fazer.”

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O pensar dos grandes e suas citações 
(reproduzidas em notas e informações deste blog)

“Sator Arepo Tenet Opera Rotas” [O lavrador diligente conhece o caminho do arado.] (Autor a identificar).

“Do querer ser ao crer que já se é, vai a distância entre o trágico e o cômico, o passo entre o sublime e o ridículo” (Ortega y Gasset, em Meditaciones del Quijote).

“Não deve vacilar então, e sim lançar-se sempre para o futuro pelas abertas de sua época.” (Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco).

"Não venci todas as vezes que lutei, mas perdi todas as vezes que deixei de lutar!" (Cecília Meirelles).

"Si pur muove." (Galileu Galilei)

??? (Moleiro de Sans Souci)

??? (Goethe)





  1. Em Palavras de despedidas na solenidade de transmissão da Chefia da CRO/11, 1996.
  2. Idem, ibidem.
  3. Em Souto, Aléssio Ribeiro e Prisco, Abelardo de Souza Junior (In Memoriam, 2017); Análise Prospectiva – uma metodologia para o EME – Monografia para obtenção do diploma do Curso de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército, ECEME, 1998.
  4. Id., Ib.
  5. Em Palavras alusivas ao 27o. aniversário do CTEx, 2006.
  6. Id., Ib.
  7. Em http://ribeirosouto.blogspot.com/2018/04/avaliacao-da-resiliencia-de-alunos-pisa.html, 2018.
  8. Idem, ibidem.
  9. Id., ib.
  10. Em http://ribeirosouto.blogspot.com/2018/06/a-verdade-sobre-o-regime-militar.html?m=1, 2018.
  11. Em  http://ribeirosouto.blogspot.com/2018/06/atrocidades-dos-comunistas-brasileiros.html, 2018.
  12. Id., Ib.
  13. Em http://ribeirosouto.blogspot.com/2018/06/perigo-peessedebista.html, 2018.
  14. Em http://ribeirosouto.blogspot.com/2018/06/educacao-cultura-revisao-4.html?m=1,  2018.


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terça-feira, 5 de junho de 2018

A verdade sobre o regime militar

Em 2/Jun/2018, no âmbito da campanha orquestrada contra os militares, objetivando atingir a candidatura do ex-capitão Jair Bolsonaro — que para o infortúnio de parcela de intelectuais, artistas e políticos, ascendeu ao primeiro lugar na maioria das pesquisas de opinião —, o jornal A Folha de São Paulo divulgou o artigo “Ditadura abafou apuração de corrupção dos anos 70, revelam documentos britânicos.” Em consequência, postei na coluna “Comentários”, no rodapé do citado artigo, duas mensagens, tentando mostrar a forma despudoradamente distante da verdade com que o jornal tratou do problema.

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Mensagem 1
A verdade é que o regime militar (foi militar mesmo ou foi civil?) retirou o Brasil da condição de 42a. economia do mundo e o levou para a 8a. colocação. É imperdoável. 
É inequívoco que o regime liderado pelos presidentes militares criou o BC, BNDES, FUNRURAL, EMBRAPA, CNPQ, FINEP, EMBRATEL, TELEBRAS, INSS, PIS, PASEP; construiu as maiores hidrelétricas brasileiras; elevou a produção de petróleo de 75.000 para 750.000 barris diários de petróleo; criou a EMBAER, uma das maiores produtoras de aviões do mundo; asfaltou 43.000 quilômetros de estrada; criou 15 universidades; passou de 200 mil universitários para quase 2 milhões. 
É doloroso ter que admitir que nenhum cidadão ouve, fala, lê, dorme, acorda, come, desloca-se, vive ou sonha, sem uma contribuição fundamental desse regime que alguns teimam em vilipendiar. A despeito das conquistas, todos os ex-presidentes militares morreram pobres. Os êxitos, os benefícios e as virtudes do regime militar são imperdoáveis. A verdade dói, incomoda, machuca. Ainda bem que apenas os mentirosos sentem essa dor.

Mensagem 1  (600 caracteres — máximo admitido)
O regime militar mudou o Brasil da condição de 42a. para 8a. economia do mundo; criou o BC, BNDES, EMBRAER, FUNRURAL, EMBRAPA, CNPQ, FINEP, EMBRATEL, TELEBRAS, INSS, PIS; construiu as maiores hidrelétricas brasileiras; elevou a produção de petróleo de 75.000 para 750.000 barris; e criou 15 universidades. Nenhum brasileiro ouve, fala, lê, dorme, acorda, come, desloca-se, pensa, vive, sem alguma contribuição do regime militar. E todos os ex-presidentes militares morreram pobres. É imperdoável!

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Mensagem 2
Se não fosse o regime militar, vocês estariam na ditadura do proletariado, algo assim bem próximo do nazismo hitlerista ou comunismo de Stalin — simplifiquemos: nazi-comunismo. 
Não seria demais lembrar que antes de 1968, antes dos militares endurecerem, um garoto de 16 anos foi esquartejado no Araguaia, na frente dos irmãos e dos pais; no atentado em Recife, por incompetência, não assassinaram o presidente, mas assassinaram e feriram inocentes; no vale do Ribeira, em São Paulo, mataram a coronhadas o tenente da Polícia, pelo crime de ter se oferecido para ficar com os terroristas, em troca de dois soldados feridos; em Presidente Prudente, mataram covardemente o rapaz Toledo, porque cometeu o crime de não querer continuar no grupamento dos terroristas. 
Diante dessas barbáries, o que os militares fizeram é muito pouco. Se tivessem agido pra valer, não teríamos essa quantidade toda de “lularápios”, assaltando os cofres públicos. Enfim, é isso aí.

Mensagem 2  (600 caracteres — máximo admitido)
É bom lembrar que antes de 1968, antes dos militares endurecerem, um garoto de 16 anos foi esquartejado no Araguaia, na frente dos irmãos e dos pais; num atentado em Recife, por incompetência, não assassinaram o presidente, mas assassinaram inocentes; no vale do Ribeira, mataram a coronhadas o tenente da Polícia, pelo crime de ter se oferecido para ficar com os terroristas, em troca de dois soldados feridos. O placar final foi 450 x 117 mortos. Na guerra, é assim. Alguém vence. Outros choram.



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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Perigo peessedebista

No magnífico artigo “Contra a aventura autoritária” (Estadão, A2, de 3 de junho), o intelectual doutor Sérgio Fausto apresenta uma série de ideias brilhantes. Esse brilhantismo decorre da afiliação do articulista ao PSDB e à condução da Fundação FHC, que como é de conhecimento público, foi reproduzida por outro ex-presidente, com a denominação Instituto Lula — coincidência curiosa mas não despropositada, pelas semelhanças que sugerem.
A primeira ideia concebida pelo doutor Fausto pode ser sintetizada na asserção de que “o movimento [de 1964] que pôs fim ao período democrático iniciado em 1945 não foi uma revolução, como querem seus adeptos.” Contradito o doutor, asseverando que o movimento de 1964 não se destinou a por fim à democracia. A rigor, pôs fim à revolução que estava em vias de se concretizar, pela vontade de personagens como Marighela, Lamarca, Roussef, Genoíno, Dirceu e Jango Goulart. Nesse sentido, a melhor denominação é Contrarrevolução de 1964. Imagino que o doutor Fausto não deva ser um dos defensores do Foro de São Paulo — uma teimosa e fanática tentativa de reproduzir esse passado que não deu certo. Um intelectual com sua estirpe não vai se propor a isso. Ou vai?
Segue o sábio com as ideias peessedebistas. O PSDB é constituído de magos que produzem ideias em profusão. Ele diz que “hoje parte da direita aposta na candidatura de Jair Bolsonaro. Corre o risco, se vitoriosa, de perder a liberdade sem obter a ordem.” O Bolsonaro pode não ter sucesso na correção da anomia que o PSDB e o PT causaram ao Brasil. Isso é empreendimento para décadas. Mas perder a liberdade? Ora, ora, doutor Fausto, não se espera de um sábio de seu quilate a profecia da inverdade.
Depois de algumas diatribes, com ataques a Bolsonaro no nível de briga de rua, o doutor Fausto compara o pré-candidato com Castelo Branco. A comparação é destituída de senso lógico, de amparo na razão. Senão vejamos. Castelo Branco que porfiou, na Itália, nos combates e nas vitórias contra o nazismo, o primo siamês do comunismo, deve ser comparado a heróis de guerra; e deve ser comparado também a gente da estirpe de Caxias, Rio Branco e  Rui Barbosa. O doutor Fausto deveria comparar Bolsonaro com Lula, José Dirceu, Vacari, Eduardo Cunha, Gedel, Henrique Alves, Azevedo, Aécio. Ah é! Não pode porque estão todos presos ou em vias de? Sim, com eles mesmos, os que o PSDB e suas ideias empurraram goela abaixo dos brasileiros. Sim é a herança construída pelo político que dá nome para sua Fundação, senhor professor doutor Fausto. É a herança construída por suas ideias.
O doutor Fausto assevera ainda que “o restabelecimento da autoridade política no Brasil é fundamental”. Sim, consigo encontrar uma ideia com que concordo. Aí ele tem razão. Afinal os desmandos provocados pelo PSDB e PT, são muito bem conhecidos do doutor Fausto, até porque em termos de concepção, é provável que ele tenha alguma parcela de responsabilidade.
O doutor Fausto apenas começou a aprumar, mas logo, logo derrapou. Vejam que pérola:  “A Lava Jato vem corrigindo esse desequilíbrio, mas com um efeito colateral negativo: a disseminação de visões radicalmente depreciativas sobre o Brasil e sobre a política.” A culpa é da Operação Lava Jato doutor? O tratamento de câncer é doloroso e tem efeitos colaterais; mas a culpa destes é do sistema de saúde, do médico? Confirma a tese subliminar: o povo do PSDB tem muitas ideias, mas a maioria é de um primarismo elementar; vulgar, eu diria. Não há nenhuma visão depreciativa do Brasil nem da política. A visão depreciativa é sobre o seu time, sua equipe, seus falsos sábios, seus políticos do local onde se armazenam os seres esvoaçantes.
Mas ‘la nave va’, e eu navego, diria o doutor Fausto. Pois ele aduz que “mexer nos termos da equação de que depende a legitimidade da autoridade pública democrática exigirá muito engenho e arte, pois as condições não são favoráveis”. Não foi necessário muito engenho e arte por ocasião da aprovação da emenda da reeleição, pois àquela época as condições eram favoráveis? Foi possível prescindir de engenho e arte para semear o embrião do Mensalão e do Petrolão, não é doutor Fausto?
Eu acho que já dá para ir para o final do texto emblemático do doutor Fausto. E no parágrafo conclusivo, ele preconiza que “Não temos outro país para chamar de nosso. Chegou o momento de construir um pacto pela ordem democrática para conter o risco da aventura autoritária”. Com a sapiência da roça de onde venho, eu assevero: não temos outro Brasil e não é necessário, pois este é grande, rico, estimulante e desafiador; mas temos outros políticos, além daqueles do PSDB, PMDB e PT que nos jogaram no colo o maior escândalo de corrupção da humanidade e que, graças à Operação Lava Jato  — e cito isso apenas para mostrar o pau que matou a cobra —, a maior densidade de políticos com altas responsabilidades já foi colocada na cadeia. E com prosseguimento do apoio ao combate à corrupção colocará na mesma situação os demais amigos e correligionários do doutor Fausto que ainda estão a ameaçar e representar horrendo risco para a sociedade brasileira que aspira decência, justiça e prevalência da Verdade e da Liberdade. 
Por último e sublimemente veraz, o doutor Fausto bem conhece as concepções de Goethe e não tem dúvidas de que o Fausto por ele concebido refletiu sobre as limitações do conhecimento científico, humanista e religioso; e sabe que, não foi por magia, que sua criação chegou ao conhecimento ilimitado, derrotou Mefistófeles e chegou ao céu.

domingo, 3 de junho de 2018

Atrocidades dos comunistas brasileiros

Repetindo à exaustão a abordagem da incompletude e da conclusão fundada na metade das premissas — que uma boa parcela de políticos, historiadores, jornalistas e outros formadores de opinião, intelectuais ou não, canalhas ou não, utilizam quando tratam do período de 1964 a 1985, — no artigo "Esqueceram os anos de chumbo do regime de exceção", (revista Isto É, de 2 de junho) o senhor Mario Simas Filho expõe a trágica foto da morte do Wladimir Herzog, originária (a morte) de narrativa com dúvida eternamente prevalente, para ilustrar texto com informações incompletas, com meias verdades — isto é, com meias mentiras e, portanto, com falsidade plena. 
Para ser honesto e íntegro, o senhor MSF deveria:
- colocar a foto — ou caso não exista a foto, relatar o fato — do garoto de 16 anos que foi esquartejado pelos guerrilheiros comunistas na frente dos pais e irmãos no sul do Pará (se ele tiver dúvida, é só consultar o senhor José Genoíno); 
- acrescentar a foto do tenente Mendes que foi morto, no vale do Ribeira, com coronhadas na cabeça quando estava ajoelhado de costas, por ter cometido o crime de se oferecer para ficar no lugar de dois policiais militares que estavam feridos e presos pelos guerrilheiros comunistas; 
- agregar a foto do soldado Mario Kozel Filho (ter o mesmo nome do jornalista é apenas uma coincidência trágica) que foi explodido quando os guerrilheiros comunistas tentaram explodir o quartel do IIo. Exército em São Paulo.
- incluir a informação de que no período de 1964 a 1985, houve disputa, com mortes terríveis de um lado e de outro — sendo imprescindível que todos se lembrem ou saibam que aqueles que defendiam a implantação da ditadura do proletariado perderam cerca de 450 seres humanos; e os que combateram e impediram vitória dos defensores da citada ditadura perderam cerca de 120 seres humanos. Quer dizer, foi um placar horrendo de 450 x 120 mortos — e aqui é essencial recordar o poeta humanista britânico John Donne: "quando alguém perde a vida, os sinos dobram por cada um de nós!".
Como curiosidade em relação à explosão em pedaços minúsculos do soldado Kozel: fazia parte do grupo assassino uma senhora que, àquela época, não tinha coragem de usar seu próprio nome, mas a história é inquestionável e ensina que se tratava da senhora Dilma Vana Roussef. Para efeito de questões judiciais assevero: não quero ser irresponsável e não escrevi e nem afirmo que ela estava presente no evento. Disse apenas que ela fazia parte da organização criminosa autora do atentado.
Dito o que foi dito, escrito o que foi escrito, apresento minha inferência. Só admito coragem moral, ética e intelectual ao senhor MSF se ele desse o mesmo tratamento para os dois lados que estavam em disputa: aqueles que queriam implantar o nazi-comunismo no Brasil — isto é, a ditadura do proletariado, conforme testemunhou Gorender, Gabeira e outros comunistas ou ex-comunistas íntegros — e aqueles que impediram a vitória dos adeptos da ditadura do proletariado que assassinou e torturou milhões para se implantar em alguns países e depois naufragou em todos eles.
Não custa lembrar ao senhor MSF que a guerra não é brincadeirinha de crianças; não é para ingênuos, frouxos e covardes. A guerra é para bravos; é para ser vencida pelos meios possíveis. A guerra é para quem chora, mas não reclama. A guerra é para quem se dispõe a oferecer a própria vida em defesa da Verdade, da Liberdade, da Coragem e da Ética, fundamentos essenciais da Democracia, que por seu turno é o meio para a conquista da paz e da harmonia entre seres humanos.