quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Decência, ética e respeito

[Matéria inserida nos comentários de leitores do Estadão de 29/9/2015]

Com relação à matéria “Jaques Wagner diz que indicação de marido de Ideli foi para não separar casal” (Estadão, de 30/9/2015), em que o Ministro da Defesa tenta despudoradamente justificar a indicação do marido da ex-ministra --- que foi nomeada assessora da OEA em Washington ---, para cargo também na capital americana, vale lembrar o que já ocorrera antes.
Esposa de militar --- que também é militar ---, costuma pedir licença sem remuneração para acompanhar o marido em missão no exterior. É assim que determina a decência, a ética, o respeito às normas vigentes --- o que normalmente integrantes do PT não conhecem, não entendem e não respeitam.

Dúvidas? É só lembrar do Mensalão, do Petrolão, do Fazendão e tantos outros escândalos de corrupção. É só lembrar dos próceres do PT que estão trancafiados atrás das grades por terem roubado o que pertence à sociedade brasileira --- o Poderoso Chefe da Casa Civil do Governo Lula e os dois tesoureiros do Partido dos Trabalhadores!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

ONUVinci/2015 - Proposta de Resolução #1

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado."
Homenagem a Oscar Barboza Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz.
In Memoriam.


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Esta matéria é uma homenagem ao Colégio Leonardo da Vinci, que, à semelhança de anos anteriores, organizou a ONU Vinci Júnior 2015 (IV Simulação da Nações Unidas).

É uma homenagem à equipe de professores e estagiários daquele colégio que, de forma qualificada, possibilitaram aos alunos uma experiência incomum e enriquecedora no estudo do tema Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis e, especialmente, na interação coletiva e na liderança de equipe.

É uma homenagem aos talentosos alunos do 6o. e 7o. anos do ensino fundamental das três filiais do Colégio Leonardo da Vinci, que interagiram em três sábados e agregaram conhecimento e experiência que lhes serão úteis em qualquer carreira profissional escolhida.

 É uma homenagem à Alessandra e ao Enzo, que --- na condição de relatores do grupo que incluía representantes da Alemanha, Arábia Saudita, Canadá, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Espanha, França, Japão, Paquistão, Suécia, Venezuela ---, elaboraram a Proposta de Resolução #1, que é transcrita a seguir.

A homenagem à Alessandra e ao Enzo, delegados do Paquistão e Espanha, respectivamente, se justifica também porque ela recebeu o prêmio de Melhor Delegada e ele de Bom Desempenho, dentre os representantes dos onze países citados.

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Proposta de Resolução #1

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)

Levando em consideração a fonte de renda diferenciada dos demais países, a falta de sustentabilidade no mundo e a necessidade de conservação do meio ambiente;
Relembrando os princípios e as decisões contidas no Tratado de Quioto;
Tendo em vista a necessidade de se construir um planeta sustentável, assim como de se desenvolver a proteção e a preocupação com o meio ambiente.
1.  Recomenda a instalação de usinas de energia híbridas nos países com alta gestão, financiamento adequado e de clima temperado;
2.   Recomenda também a  construção  de  usinas hidrelétricas  de  pequeno  porte, em países com abundância de água e relevos propícios;
3.  Incita o intercâmbio de diversos tipos de energias de acordo com as necessidades e as capacidades de cada país;
4.  Encoraja  a  produção, importação e o intercâmbio da energia da  biomassa  para  países  com menor financiamento e gestão menos desenvolvida;
5.   Encoraja ainda a doação, por parte dos países mais ricos, de recursos e produtos aos países que não possuírem gestão ou financiamento necessários para a construção das energias citadas anteriormente, de forma a promover o desenvolvimento da sustentabilidade energética nesses países.
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Signatários: 
Alemanha, Arábia Saudita, Canadá, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Espanha, França, Japão, Paquistão, Suécia, Venezuela.


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sábado, 19 de setembro de 2015

ONUVinci/2015 - Documento de Posição

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado."
Homenagem a Oscar Barboza Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz.
In Memoriam.

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Incluo neste blog o texto  com o qual Alessandra,  desempenhando o papel de delegada no PNUMA (Programa das Nações para o Meio Ambiente), apresentou por escrito durante a ONU Vinci (IV Simulação das Nações Unidas - ONUVinci Junior)  e, ao longo das reuniões plenárias, defendeu oralmente, em debates acalorados, a posição do Paquistão na questão das energias renováveis.
      É oportuno valer-me do ensejo para cumprimentar a Alessandra pela extraordinária vitória por ter conquistado o prêmio de Melhor Delegada do evento.

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Alessandra Rocha Ribeiro Souto
Paquistão
PNUMA
Unidade Norte
Documento de Posição

O Paquistão se localiza no Sul da Ásia, possui litoral no mar Arábico e faz fronteira com o Afeganistão, a noroeste; com a China, a nordeste; com a Índia, a leste; e com o Irã a sudoeste. É o sexto país mais populoso do mundo, com mais de 180 milhões de habitantes e sua área é 881.640 km2. O Paquistão moderno conquistou a sua independência em meados do século XX e lutou quatro guerras com a vizinha Índia, que lhe deu origem. Ademais, empreendeu enorme esforço e pesquisou, desenvolveu e, há menos de 20 anos, produziu armamento atômico, adquirindo status de potência nuclear. O País abriga uma grande população em território considerado pequeno e com grande diversidade geográfica. Enfrenta redução na produção energética e considerável aumento da demanda. Por essa razão, é imperioso que as autoridades voltem sua atenção para as questões energéticas e ambientais. Assim, os planejamentos energéticos atribuem importância para a geração elétrica, aí incluídas as energias renováveis, especialmente, as oriundas de fontes solar, eólica e biomassa, bem como hidrelétricas de pequeno porte.
No Paquistão, a geração de energia era realizada principalmente pelo setor. Por excesso de demanda de eletricidade e falta de recursos financeiros no setor público, o Governo do Paquistão decidiu estimular o setor privado a participar dos trabalhos de geração de energia. Em novembro de 1985, foram anunciadas medidas para encorajar a participação do setor privado na geração energética. Em 2005, o “Plano de Ação de Segurança de Energia (2005-2030)” foi aprovado com a conceituação da Visão 2030 do Paquistão relativa à qualidade e confiabilidade do abastecimento de energia. O principal objetivo do plano é aumentar o fornecimento de energia através da interação ótima de todos os recursos, incluindo: recursos hídricos, petróleo, gás, carvão, recursos nucleares e novas energias renováveis.
No Plano de Ação de Energia (2005-2030) e na Política de Conservação de Energia (2005), entre outras declarações e posicionamentos, as autoridades paquistaneses asseveram inequivocamente que pretendem maximizar a demanda por energia de recursos naturais em contraposição aos recursos estrangeiros; e pretendem encorajar e assegurar a exploração de recursos nacionais --- enfatize-se: do próprio Paquistão ---, que incluem recursos de energia renovável, recursos humanos, participação de entidades de engenharia nacionais e competência fabril. Isso significa que o Paquistão atua no cenário doméstico e internacional, para reduzir a dependência externa no que diz respeito a recursos energéticos.
No que diz respeito às declarações de autoridades paquistanesas, merecem ênfase aquelas relacionadas com os seguintes aspectos: obtenção de capacidade de energia, pelo menor custo, e evitar déficit de capacidade; encorajamento e garantia da exploração de recursos nacionais (vale dizer do Paquistão), que incluam recursos de energia renovável, recursos humanos, participação das entidades de engenharia nacionais e competência fabril; e aumento da pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de energias renováveis.
No Plano de Ação de Energia (2005-2030), são apresentados dados estatísticos da matriz energética do país no ano de 2005. O total de energia instalada é 19.540 Megawatts (MW), sendo 6.460 MW de origem hidráulica, 6.400 MW de origem petrolífera, 5.940 MW de origem em gás, 400 MW de origem nuclear, 160 MW de energia do carvão e 180 MW de origem em recursos renováveis. No referido Plano, há a previsão de um aumento da energia instalada para o montante de 162.590 MW,  para o ano de 2030,  o que corresponde há um aumento de cerca de 700%. Em relação às fontes de energias renováveis, o aumento para aquele ano chega ao montante de 9.700 MW, o que equivale a um aumento de mais de 5.000%, tal é a ênfase atribuída a esse recurso. Constata-se pois que o Paquistão precisa empreender enorme esforço para fazer face à crescente demanda de energia associada com os problemas de gestão na evolução do abastecimento de energia, agravados pelas restrições orçamentárias de um país ainda em vias de desenvolvimento. É certo asseverar que a concretização desse esforço só pode se tornar realidade com o apoio da comunidade internacional, tanto no aspecto político, quanto nas questões econômicas; e em especial com o apoio da Organização das Nações Unidas.
Em consonância com a evolução política, diplomática e ambiental do País, bem como com os objetivos inarredáveis da busca da paz, do equilíbrio do meio ambiente e do progresso do ser humano, o governo e o povo paquistanês submetem à Organização das Nações Unidas as seguintes propostas para serem adotadas por todos os países: aumento da pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de energias renováveis; indução de mecanismos de incentivos para os investimentos e facilitação do mercado de energia renovável; criação de medidas para apoio do setor privado na mobilização, capacitação e financiamento de investimentos em projetos de energia renovável; e mobilização dos países desenvolvidos para a constituição de um fundo internacional para prover recursos financeiros a serem aplicados nos países em desenvolvimento, visando ao fomento do desenvolvimento e implantação de usinas geradoras de energia, baseadas em fontes solar, eólica e de biomassa, bem como em hidrelétricas de pequeno porte.

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1. Fontes de consulta:
PAQUISTÃO

PAQUISTÃO E AS ENERGIAS RENOVÁVEIS

PAKISTAN ENERGY POLICY/2005 A 2030
https://en.wikipedia.org/wiki/Energy_policy_of_Pakistan

PAKISTAN NATIONAL POWER POLICY/2013

PAKISTAN NUST_ENERGY CRISIS_SOLUTIONS AND RECOMMENDATION/2012
NUST (National University of Science and Technology)

POLICY FOR DEVELOPMENT OF RENEWABLE ENERGY FOR POWER GENERATION/2006;
http://www.aedb.org/Documents/Policy/REpolicy.pdf

THE FUTURE WE WANT – RIO +20 – JUNE 2012

UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAM

2. Apoio para a pesquisa e a tradução das fontes de consulta: Aléssio Ribeiro Souto.


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