sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Polêmica da irresponsabilidade - III

Ainda tratando da divulgação no Fórum de Leitores do jornal Estadão da mensagem com o título “Biografia corrida” — que se encontra neste blog com a data de 14/Out/2015 — e que gerou uma mensagem pessoal do cidadão P. F. M., encaminhei a ele mensagem complementar cujo texto é  apresentado a seguir.
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Senhor “P. F. M.”
Complementando minha resposta, propositalmente, preferi asseverar hoje que não passou desapercebida a ameaça contida em sua mensagem de uma linha. Então, quais são os riscos inferidos da suposta ameaça? Posso ser submetido a algum tipo de processo com o objetivo calar-me — tratar-se-ia da prevalência da injustiça. Posso ser submetido a alguma espécie de vilania e difamação ou ser objeto de atentado à integridade física — o que caracterizaria a prevalência da covardia.
O que fazer diante dos riscos? Nada. Apenas lembrar-me do que ouvi de meu pai aos seis anos de idade: "Brevemente, você vai sair de casa em busca de seu destino. Vai precisar chorar, mas não haverá ninguém ao seu lado para saber a razão e para consolá-lo. Enxugue as lágrimas e esforce para se poupar do sentimento do medo e da covardia!”. Saí, naquela idade, e jamais esqueci!
Como o mundo é eivado de boa fé, agradeço pelo alerta (camuflado pela má colocação de vírgulas).
Atenciosamente,

<Identifico-me>

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Polêmica da irresponsabilidade - II

A divulgação no Fórum de Leitores do jornal Estadão da mensagem com o título “Biografia corrida” — que se encontra neste blog com a data de 14/Out/2015 — gerou uma mensagem pessoal do cidadão P. F. M. contestando-me e asseverando que eu “... não aceitava a derrota e estava ofendendo a presidente da República”. Minha resposta para ele é apresentada a seguir.
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Prezado senhor,
Algum dia, pessoas como o senhor aprenderão o significado da "irresponsabilidade da polêmica" ou da "polêmica da irresponsabilidade". Esta jamais deveria ser desencadeada por qualquer pessoa com elevada responsabilidade pública. Ou então, alternativamente, existe a possibilidade de o senhor jamais perceber, assimilar e aprender isso.
Eu não tenho culpa se dois tesoureiros do partido que está no Poder estejam no cárcere pagando pelos crimes que cometeram ao atuar para a vitória em eleições.
Eu não tenho culpa se um ex-Chefe da Casa Civil de sua agremiação — já condenado anteriormente e devidamente encarcerado — tenho sido recolhido ao cárcere novamente por crimes contra a sociedade brasileira.
Eu não tenho culpa se um dos maiores empresários do Brasil esteja no cárcere por ter participado da corrupção no âmbito da agremiação política que o senhor defende.
Eu não tenho culpa se um dos fundadores do seu Partido (o respeitadíssimo intelectual Hélio Bicudo) esteja entrando pela segunda vez com proposta de impeachment da pessoa que o senhor defende.
Eu não tenho culpa se o TSE propôs processo por irregularidades na reeleição da pessoa a quem o senhor admira.
Eu não tenho culpa se o TCU apresentou à sociedade brasileira as 14 irregularidades cometidas para a reeleição de quem o senhor admira.
E por último e fundamentalmente importante, eu não tenho culpa se a senhora Dilma Roussef insiste em não ser presidente de todos os brasileiros e resolve agredir, ofender e difamar indistintamente a todos que se lhe opõem — oposição rigorosamente lícita na democracia —, cunhando a frase "moralistas sem moral". 
Eu nem sugiro que o senhor leia "Apologia de Sócrates", de Platão, "Retórica", de Aristóteles, "Os Sete Chefes do Império Soviético", de Dmitri Volkognov e/ou "Antologia", de Rui Barbosa, porque provavelmente vale, para pessoas como o senhor, a opção alternativa, isto é, a absoluta impossibilidade de perceber, assimilar e aprender o que acontece. Lembro que ver, analisar, interpretar, inferir e concluir sobre o universo é faculdade restrita a uns poucos. Que pena que os senhor não possa identificar aí a origem do vocábulo Universidade! 
O senhor jamais vai perceber que eu não sou perdedor. Passei metade de minha vida profissional trabalhando na construção civil para que pessoas humildes tivessem o conforto de um lar. Passei cerca de um quarto de minha vida profissional no magistério, tentando passar para outros — especialmente das camadas mais modestas — um pouco do conhecimento que me foi propiciado por pessoas honestas, éticas e justas. Passei a parte final de minha vida profissional em pesquisa & desenvolvimento, visando à redução da dependência que o País infelizmente continua tendo em relação às potências dominantes.
Em realidade, sou um vencedor. Não tenho lado. Ressalvadas as imperfeições humanas a que sou sujeito, estou onde se encontre a decência, a ética e a justiça. Estou ao lado do humanismo do poeta de John Donne, que há mais de 300 anos indagava "por quem os sinos dobram?" (Hemingway herdou a frase!). O próprio Donne respondeu: "Eles dobram por você, por cada um de nós, cada vez que alguém parte!".
Lamento que o senhor jamais vai perceber, assimilar e aprender o que estou tentando lhe transmitir. A propósito, o senhor conseguiu ler até aqui?
Atenciosamente,

<Identifico-me>

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Polêmica da irresponsabilidade - I: Moral, reputação e biografia

[Mensagem acolhida e divulgada no Fórum de Leitores (versão impressa) e na coluna Comentários (versão eletrônica) do jornal Estadão, de 15 Out 15]

Fórum dos leitores
15 Outubro 2015 | 02h 33 - Atualizado:15 Outubro 2015 | 02h 33

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Moral, reputação e biografia

Conforme reportagem do Estadão de ontem (A6), Dilma Rousseff diz-se alvo de “moralistas sem moral”. E questiona: “Quem tem moral suficiente, reputação ilibada e biografia limpa para atacar a minha honra?”. 
Então, eu pergunto: afirmar que lutou contra a ditadura militar brasileira e beijar a barba e a mão de ditador comunista é uma forma de “suficiência moral” ou de “indigência moral”? 
Ademais, autorizar a compra de uma refinaria com prejuízo bilionário para o povo brasileiro é caracterizar a “reputação ilibada” ou a “reputação despudorada”? 
Ainda nesse mesmo viés, mentir para o povo brasileiro e adotar pedaladas fiscais para se reeleger é ratificar a “biografia limpa” ou a “biografia corrida”? 
Continuando no nível de bravatas, ela chamou seus opositores de “moralistas sem moral”. Como me oponho a essa (des)venerável senhora, sinto-me atingido por sua infâmia. 
É válida, pois, a inferência de que nova tese foi inventada por ela: a honra pode ser edificada com “indigência moral”, “reputação despudorada” e “biografia corrida”. A honra dela, claro!

ALÉSSIO RIBEIRO SOUTO
souto49@yahoo.com — Brasília


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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Pedaladas e governabilidade

[Matéria divulgada no Fórum de Leitores eletrônico do jornal Estadão, de 6/10/2015]

No que concerne à solicitação do Governo Dilma Roussef — por intermédio da Advocacia Geral da União — para que haja o afastamento do Ministro do Tribunal de Contas da União, cujo parecer atribui irregularidade às chamadas “pedaladas” fiscais (que é a utilização pelo Governo Federal de recursos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal para cobrir déficits orçamentários), sugere-se que seja também pleiteado por aquela colenda instância o afastamento das seguintes autoridades: Ministro do Tribunal Superior Eleitoral que lida com as irregularidades do processo eleitoral que elegeu a titular do Poder Executivo; Presidente da Câmara que analisa as propostas de impeachment da Presidente; Juiz Federal de Curitiba que comanda a operação Lava Jato; editorialista do Estadão que, em suas análises, não raro, se refere à Presidente como poste.
Para a substituição das autoridades a serem afastadas, sugere-se que a AGU peça a libertação das seguintes personalidades que estão atrás das grades por graves crimes associados à corrupção: ex-tesoureiros do Partido dos Trabalhadores; ex-diretor do Banco do Brasil em processo de transferência para o Brasil; ex-Chefe da Casa Civil; e presidente da Construtora Norberto Odebrecht.

Dessa forma, a Presidente da República reunirá as condições de governabilidade requeridas e consentâneas com os treze anos de atuação de sua agremiação e respectivos confrades.
[Com a colaboração de Isabel K S R S]

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Decência, ética e respeito

[Matéria inserida nos comentários de leitores do Estadão de 29/9/2015]

Com relação à matéria “Jaques Wagner diz que indicação de marido de Ideli foi para não separar casal” (Estadão, de 30/9/2015), em que o Ministro da Defesa tenta despudoradamente justificar a indicação do marido da ex-ministra --- que foi nomeada assessora da OEA em Washington ---, para cargo também na capital americana, vale lembrar o que já ocorrera antes.
Esposa de militar --- que também é militar ---, costuma pedir licença sem remuneração para acompanhar o marido em missão no exterior. É assim que determina a decência, a ética, o respeito às normas vigentes --- o que normalmente integrantes do PT não conhecem, não entendem e não respeitam.

Dúvidas? É só lembrar do Mensalão, do Petrolão, do Fazendão e tantos outros escândalos de corrupção. É só lembrar dos próceres do PT que estão trancafiados atrás das grades por terem roubado o que pertence à sociedade brasileira --- o Poderoso Chefe da Casa Civil do Governo Lula e os dois tesoureiros do Partido dos Trabalhadores!