domingo, 20 de maio de 2018

Novas perspectivas para o Brasil

Novidade! Surpresa! Hoje, a senhora Eliane Catanhêde não falou mal do pré-candidato à Presidência da República Jair Messias Bolsonaro. Aliás falou sim; mas optou por fazê-lo disfarçadamente. No artigo “No fundo do poço” (Estadão de 20/Mai/2018), a senhora Catanhêde mencionou que o Bolsonaro é o inimigo comum dos demais candidatos.
Seria melhor esclarecer, por agrupamentos: é o inimigo de todos os corruptos, dos políticos adeptos do “toma-lá-da-cá”, dos defensores do nazi-comunismo; é inimigo dos estupradores, dos bandidos de qualquer natureza; é inimigo dos homofóbicos, dos racistas e dos machistas — esclareça-se com precisão: nesse agrupamento estão todos aqueles que usam, de forma indevida, a defesa dos gays, dos negros, dos índios e das mulheres, como argumento para satisfazer a seus objetivos políticos-ideológicos, aí incluídos os inconfessáveis; é inimigo dos “hidrofóbicos” — explique-se com clareza: novo neologismo, para indicar todos aqueles que usam qualquer argumento, circunstância ou diversidade para causar a divisão e o ódio.
Ou o Brasil não parece dividido e cheio de atritos? Enfatizando-se que a origem dessa insensatez está umbilicalmente associada às duas décadas de gramscismo não admitido, como sói acontecer com aqueles a quem falta a coragem moral e intelectual para expor o que está por trás do que prega.
Como todas as elegantes e talentosas cidadãs e eleitoras, a senhora Catanhêde está passando pelas fases impostas pela realidade brasileira: Indignação e Revolta com a política, Reflexão, Aceitação e Adesão (IR2A2) às novas oportunidades. Ao mencionar, apenas de passagem, o pré-candidato incorruptível, a senhora Catanhêde deve estar ultrapassando a quarta fase, a Aceitação. Não resta nem sombra de dúvida, está se encaminhando de forma inexorável para a última fase, a Adesão. A caminhada é envergonhada, constrangedora e inevitável! Poderíamos até construir uma segunda hierarquia evolutiva: Vergonha e Constrangimento com a política brasileira; Inevitabilidade, Mudança e Transformação (VCIMT) com as novas perspectivas que se apresentam com o candidato da verdade!

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Veríssimo não veraz

Em “O Estado assassino”, o senhor L. F. Veríssimo afirma que "Jair Bolsonaro é um apologista da tortura e nunca fez segredo disso". E indaga se "se ninguém se incomoda que fomos um Estado assassino?". Será que ele se declararia também poeta? Sim, não se pode negar o mérito, especialmente, quando está com a boca e outras aberturas fechadas.
Primeiramente, é imperioso admitir-se, esse senhor é um escriba engraçado — às vezes! —, porém constata-se facilmente que quando sai de sua maltratada praia, ele não é muito veraz. Bem, não custa lembrar que a despeito de sua tendência de apoiar o que deu errado no mundo inteiro, em suas andanças, ele não trocou o capitalismo ianque pelas maravilhas soviéticas.
Por que esse senhor Não Veríssimo omite que aqueles que queriam implantar no Brasil um regime que assassinou no mundo mais de 100 milhões, foram derrotados? 
Por que ele omite que se aqueles que são objeto de sua admiração não fossem os perdedores, 200 milhões de brasileiros estariam se incomodando muito agora? 
Pressupõe-se que fisicamente não seja covarde. Haveria apenas uma moderada insuficiência de coragem intelectual? Nenhum especialista ousaria apostar elevada soma na proposição contrária. 

Os porões da canalhice e da falsidade

Uma Nação se constrói com intelectuais e estadistas. Deixemos os estadistas de lado, já que por força, obra e graça de Curitiba, uma parcela de candidatos foi condenada por crimes contra a sociedade e cumpre a sentença em penitenciária. Resta-nos os intelectuais. 
O perguntador e a respondedora da entrevista intitulada "A sede dos 'porões da ditadura' era o Planalto, diz historiadora" poderiam servir de paradigma para ilustrar essa demanda. Entretanto, qualquer candidato a intelectual deveria, no caso dos 450 mortos pelo regime de 1964 e dos 120 mortos por seus oponentes, tratar das perdas causadas pelos dois lados — aí incluídos os assassinatos (‘justiçamentos’) perpetrados pelos comunistas brasileiros contra os próprios companheiros. 
Mas para isso é preciso coragem moral e intelectual. O que ocorre é que ao abrigo da covardia, o assunto é retaliado, conspurcado e deformado. Então, o que restava clivou-se, evanesceu, e há a impossibilidade de impedir que o produto vá para o lixo. Ainda não temos nanotecnologia que desconstrua o lixo, átomo a átomo, molécula a molécula, tornando tudo integralmente reaproveitável. 
À História sobra o lamento dos cidadãos que será expresso sem hesitação em outubro próximo. Afinal, nenhum mal é absoluto e definitivo. Os porões da canalhice e da falsidade começarão a ser esvaziados. Os cidadãos atuais aspiram e sugerem que continuem com o processo de tentativa de desconstrução da pré-candidatura que mostra inequívoca chance de vitória, mudança e transformação; e agradecem. As crianças de agora sonham com a família que construirão e com os filhos que conceberão e também agradecem. Não há constrangimento em repetir à exaustão: a verdade, a liberdade, a ética e a coragem alegram o coração, aliviam a mente, estimulam o intelecto e fomentam a democracia, para desgosto e constrangimento dos que se lhes opõem.
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[Para caber em 600 caracteres e garantir a divulgação, o texto foi compactado]
Uma Nação se constrói com intelectuais e estadistas. Deixemos os estadistas de lado, já que uma parcela de candidatos foi condenada e já cumpre a sentença (Ah, Curitiba!). Resta-nos os intelectuais. 
O perguntador e a respondedora da matéria poderiam servir de paradigma para ilustrar a demanda. Os 450 x 120 mortos deveriam ser igualmente retratados — aí incluídos os justiçamentos dos próprios companheiros. Mas onde está a coragem moral e intelectual? Prefere-se o abrigo da covardia. 
A História contemplará o lamento dos cidadãos em outubro próximo. Sem hesitação. Aceitem que dói menos!

Homenagem aos heróis da FEB


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VER TAMBÉM
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Com inexcedível privilégio, orgulho e honra, coloco à disposição a seguir, um vídeo em que os italianos homenageiam a FEB pela bravura na libertação da Itália. Muitos brasileiros ignoram.
Consola a ideia de que a História se constrói e evolui a reboque dos bravos. Ilumina e motiva a certeza de que os bravos asseguram a prevalência da verdade, da liberdade, da ética e da coragem, como sustentáculos da democracia e, por via de consequência, da harmonia, da solidariedade e da justiça entre cidadãos, entre estes e as instituições, e entre estas.
A FEB (Força Expedicionária Brasileira) foi integrada por cerca de 25.000 militares combatentes, que em 1944/45, na Segunda Guerra Mundial, atuaram ao lado dos Estados Unidos para libertar a Itália do jugo do nazismo. A FEB contabilizou mais de 400 heróis que sacrificaram a própria vida no campo de batalha.
Dentre os bravos ainda vivos, podemos citar o Tenente Coronel Nestor — com mais de 100 anos — pai do Coronel Nestor, colega de turma de 1972, da AMAN. O então Sargento Nestor foi promovido a oficial por bravura e recebeu a notícia por telefone do então General Mascarenhas de Morais, comandante da FEB, à meia noite do dia em que substituiu de forma heróica o oficial comandante de seu pelotão, que havia perecido na batalha. 
Em uma coincidência feliz e concebida pelo acaso, a turma de formandos de 1972, da AMAN, escolheu, para batismo, o nome Turma Marechal Mascarenhas de Morais. A solidariedade dessa turma com os heróis da FEB e com soldados de todos os tempos é plena, engrandecedora e incondicional. Afinal, herdamos Instituições militares invictas e imorredouras — e que dispõem do reconhecimento da maioria do universo de cidadãos a que serve, com o sacrifício voluntário e juramentado da própria vida, se preciso for.

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VÍDEO
[Clique e vivencie a emoção da liberdade]

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Figura 1. FEB – Efetivo total; militares feridos; militares mortos.
Alemães capturados.
Fonte: Pedro Dutra, Ministério da Defesa.

Figura 2. Logotipo da FEB. Principais batalhas vencidas.
Fonte: Pqdt1970.

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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Geisel e o próximo presidente

Como um velho, antigo assinante e leitor do Estadão, tenho tentado prosseguir a convivência com o melhor jornal brasileiro. Faço-o sem deixar o hábito de dar uma olhada em seus congêneres da Espanha, Reino Unido, França e Estados Unidos. Está difícil. No artigo “Geisel sem pedestal” (A8, de 13 de maio), a senhora Eliane Catanhêde, a quem sempre atribuo uma atitude exemplar de elegância pessoal, solidariza-se com uma notícia constante de documento da CIA e pesquisada por notável profissional da FGV, abordando uma suposta ordem do presidente Geisel, transmitida em 1974, em reunião com outros três generais, para que inimigos do regime vigente fossem eliminados. Cabe inicialmente indagar ao presidente da FGV: está faltando assunto e trabalho nessa egrégia fundação? Ora, a solidariedade da jornalista citada está inserida no âmbito da maior e mais extemporânea campanha da mídia brasileira contra os governos do período de 1964 a 1985. 
Seguem as indagações pertinentes. Por que um dos quatro generais participantes de uma reunião dita secreta iria transmitir seu resultado para um espião americano? Por que o suposto documento que originou as asserções duvidosas contra o presidente Geisel foi editado em computador e impressora em 1974, quando estes sequer existiam? Por que um articulista do Estadão, autor de livro com registros históricos parciais — e portanto alicerçado em falsidade (ou a meia verdade não é uma meia mentira e portanto uma falsidade produzida por quem tem indigência de caráter?) —, encheu página do Estadão com um artigo anterior no mesmo diapasão? Por que esse movimento foi orquestrado agora, quando um candidato que declara respeito e admiração pelo citado período, apresenta razoáveis possibilidades de se tornar o próximo presidente da República? Por que quase todos os dias o Estadão por ação ou omissão não noticia com veracidade os fatos sobre o pré-candidato melhor colocado em todas as pesquisas? Não seria mais conveniente que o Estadão declarasse de forma clara e digna sua oposição a um determinado pré-candidato e deixasse de fazer campanha sub-reptícia por intermédio de seus articulistas usando subterfúgio incompreensível para uma parcela de seus leitores?
Ao mérito da questão! Cidadãos de fé boa! Pensai-vos! Havia uma Guerra Fria externa. Por falta de dimensão político-estratégica, o Brasil não tinha àquela época autonomia internacional. Resolveu-se, quer dizer, foi impositivo que os cidadãos brasileiros — cada um com suas idiossincrasias e imperfeições mentais e intelectuais — se aliasse com um dos lados em disputa. Uma das partes das planuras tupiniquins resolveu levar muito a sério a guerra dos outros e provocou. Resultado: 450 x 120! Esse placarzão não é de gols, é de mortos! Inclusive em justiçamentos de irmãos. Há famílias órfãs dos dois lados.
Ficar exulcerante só porque estamos próximos da fronteira que — devido à clivagem criminosa da realidade empreendida por aqueles, cuja parcela expressiva já está encarcerada — entrou em estado de anomia e precisa de histerectomia pela mudança e transformação? Fique não! Exulcere não!
A mudança que o transistor e as mensagens dos programas computacionais — portadores e transportadores obscuros de conhecimento e de informação — impuseram se sobrepõe a qualquer revolução da História. Convenhamos, está faltando percepção dessa nova realidade. O dia a dia mudou. A juventude e a velhice mudaram, como jamais ocorrera antes. Tudo mudou porque “só a mudança é permanente”, como vaticinara o grego; porém agora com velocidade inimaginável.  
Pensai-vos! Até porque com esse apoio bumerangue de políticos, intelectuais, artistas e mídia, o pré-candidato que já recebeu ataques oriundos de todas as direções, estratégias e táticas possíveis — por força, obra e graça de seus oponentes — está recebendo no colo a Presidência da República. 
Tenho a ousadia de emitir uma recomendação: não divulguem esta mensagem. Ela contrariaria o que a grande maioria dos órgãos da imprensa e respectivos formadores de opinião estão fazendo em relação à eleição presidencial. Se divulgarem, prejudicarão o candidato que será o vencedor.

Enem e a BNCC

“Muito se especula sobre o destino do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da reforma do ensino médio e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Nenhum dos “palpiteiros de plantão”, entretanto, considerou consultar o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia do Ministério da Educação (MEC) responsável pelo exame.” 
 [Maria Inês Fini, Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em “Enem sem terrorismo”, publicado no jornal O Estado de São Paulo, de 14/Mai/2018].
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Prezada Senhora Doutora Maria Inês,

Com enorme curiosidade e atenção, li seu magnífico artigo “ENEM sem terrorismo”, publicado no Estadão (A2, de 14 de maio).
A primeira inferência relevante é a percepção da complexidade e da profundidade inseridas no esoterismo dos conceitos educacionais brasileiros que a senhora domina como nenhum outro intelectual. Essa constatação é extremamente razoável — não por seu mérito, culpa ou responsabilidade — mas pela quantidade de siglas que alicerçam a densa argumentação que a senhora desenvolveu:  ENEM, BNCC, INEP, MEC, SAEB, ENCCEJA, CONSED, UNDIME, JONTIEM, LDB, SISU, PROUNI, FIES. Fico extremamente temeroso de ter esquecido alguma.
A segunda inferência é que a grande maioria dos professores, supervisores, coordenadores, diretores e outros gestores não aprenderam as lições requeridas para que o Brasil possa alavancar a educação. Sabem eles o significado de todas as siglas? Sabem que Jontiem não é sigla, mas o nome de uma cidade? Sabem que o direito universal de greve é o direito de condenar os mais pobres a prosseguir em estado de pobreza? A rigor, são alguns múltiplos de sete de indagações. Por ora, não convém exaurir esse universo.
Não quero continuar mais com inferências. Há inferências a mais e trabalho de menos. Há teorias a mais e vontade & disposição de menos. Há consciência de direitos a mais e consciência de dever de menos (apraz-me ver repetições no texto; a que mais gosto é o palíndromo perfeito — só conheço um).
Gostaria de substituir inferências por cinco sugestões a serem levadas aos pré-candidatos à Presidência da República. Lá vai:
1)  a partir de 1º de janeiro de 2019, a Educação e a Ciência & Tecnologia são a prioridade estratégica fundamental do Brasil;
2)  fica decretada de forma inquestionável a valorização do professor — a meta é, em curto e médio prazo, transformar a profissão e a carreira de professor em uma das mais procuradas no Brasil;
3)  ficam excluídas de consideração, qualquer teoria e a maioria das siglas dos textos associados com a gestão pública da educação; cuide-se pois de trabalhar, ensinar, fazer aprender e construir uma arquitetura vivencial fundada em valores;
4)  para alguém ser considerado professor, ele deve ministrar aula em três das piores escolas brasileiras e, apenas por força, obra e graça de suas aulas, deve transformar essas piores escolas em escolas situadas na amostra do primeiro terço das melhores escolas (ressalto que esta ideia é impraticável, mas é uma metáfora do que os bípedes pensantes devem conceber, para ser empreendido); e
5) altere-se os códigos jurídicos vigentes para que haja punição severa para quem descumprir esta orientação.
Com o testemunho presencial, gostaria de mostrar indícios e evidências de que o que está sendo sugerido pode ser eficiente, efetivo e eficaz.
Atenciosamente,

ARS

domingo, 13 de maio de 2018

ONUVinci/2018 — PNUMA – Acordo de Paris

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado."
Homenagem a Oscar Barboza Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz.
In Memoriam.


No corrente ano, na ONUVinci/2018, a Alessandra escolheu o tema Acordo de Paris, no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Ela preparou com o rigor o documento básico para o pleito que, na condição de delegada do Canadá, vai apresentar naquele conclave. O artigo apresentado a seguir é a primeira versão do citado expediente.




Acordo de Paris
Alessandra Rocha Ribeiro Souto

O Canadá é um país situado na América do Norte, faz fronteira com os Estados Unidos e está localizado na Zona Temperada do globo terrestre. É constituído por uma monarquia constitucional: a rainha Elizabeth II, atual monarca britânica, é também rainha do Canadá. Possui um sistema parlamentarista, cujo chefe de governo é o primeiro ministro. O atual ocupante desse cargo teve sua investidura formalizada em 2015. É com grande honra que a delegação do Canadá se faz presente na discussão acerca do Acordo de Paris, no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Atualmente, há inúmeras discussões acerca da preservação ambiental em conjunto com o desenvolvimento sustentável, especialmente no que diz respeito à emissão de gases intensificadores do efeito estufa, que ocasiona o aquecimento global. O efeito estufa, um processo natural, é, em síntese, a faculdade de os gases presentes na atmosfera permitir a passagem de cerca da metade dos raios solares e reter a outra metade, assegurando o equilíbrio do ambiente que envolve a terra. Essa camada forma uma espécie de proteção na Terra, mantendo sua temperatura constante e tornando o planeta habitável. Ao longo do tempo, porém, e principalmente nos dias atuais, há a liberação excessiva de gases, ocasionados pela queima de combustíveis fósseis, desmatamento e uso de fontes de energia poluidoras, que causam o aumento da temperatura média dos oceanos e da atmosfera terrestre. O nome desse processo é aquecimento global. Este fenômeno origina péssimas consequências ao meio ambiente, assim como aos seres humanos, e vem se mostrando irreversível tendo em vista a situação recorrente de degradação ambiental cometida pelo homem. 
O Acordo de Paris, realizado em 2015, na França, teve como objetivo desenvolver uma solução exatamente para essa questão condizente a emissão de gases intensificadores do efeito estufa. As 195 nações signatárias se comprometeram a realizar o máximo de ações possíveis para que a elevação da temperatura terrestre, até 2100, se mantenha abaixo de 2 graus Celsius, tendo como limite o aumento térmico de, no máximo, 1,5 graus Celsius. Além disso, países com alto índice de desenvolvimento e renda elevada devem garantir financiamento para países emergentes e em desenvolvimento, permitindo dessa forma que tais países tenham sucesso na prevenção ao aquecimento da temperatura média da Terra.
O Canadá possui, dentre outros, o programa Budget 2018, que propõe um dos maiores investimentos já feitos pelo país na conservação da natureza, protegendo os ecossistemas, paisagens e biodiversidade, incluindo espécies ameaçadas de extinção. Com o apoio das províncias, dos demais territórios e da população nativa indígena, espera-se conseguir aumentar ainda mais a preservação ao meio ambiente canadense. Outro plano para prevenir as mudanças climáticas, juntamente com a promoção do crescimento da economia, é o Pan Canadian Approach to Pricing Carbon Pollution. Por meio dele assegura-se a multa paga pela poluição gerada por carvão, o tabelamento dos preços de acordo com as medidas estabelecidas pelo governo, a redução ao extremo a emissão de gases prejudiciais, o crescimento da economia e o aumento de resiliência na população. 13 empresas canadenses estão dentro das 100 melhores empresas de projetos ambientais inovadores para 2018. A lista foi publicada por Cleantech Group, de São Francisco. 
Eis algumas das medidas propostas pelo governo canadense para cumprimento do Acordo: a transformação da energia do setor de construções e obras públicas em uma energia limpa, já que além de investimento é um jeito efetivo de reduzir a emissão de gases de efeito estufa, gerando empregos; a construção de um sistema de eletricidade integrado, inteligente e limpo, que vai gerar energia limpa nas áreas em que for necessário, fornecendo uma necessidade básica (luz elétrica) para população; uso de energia limpa e redução da quantidade de diesel utilizado; reaproveitamento de combustíveis quando possível, para evitar sua queima e replantio, já que as florestas podem tornar a atmosfera mais limpa e com menos gás carbônico (por meio da fotossíntese); geração de competição (por meio de isenções fiscais, por exemplo) entre as empresas sustentáveis e impor multas e valores monetários às que usam materiais que prejudicam o meio ambiente; incentivo à  sustentabilidade nas indústrias e elaboração de regulamentos com relação aos setores de gás e óleo; investimentos sustentáveis nos transportes visando à potencialização da economia e à redução a emissão de gases que aumenta o efeito estufa.
O Canadá desempenha um papel fundamental no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável, ao apoio e  à liderança no âmbito do Acordo de Paris. Além de ratificá-lo, reitera seu apoio total a esse instrumento, já que é por meio deles que as nações vão impedir mudanças maléficas de cunho impensáveis na natureza e no planeta Terra.   
Além de possuir inúmeros programas de proteção ambiental nas mais diversas áreas —como prevenção de mudanças climáticas, preservação de plantas e animais,  proteção de espécies em extinção,  poluição do ar, redução do desmatamento de florestas, preservação da água, dentre outros —,  possui um vasto histórico de participação em mais de 100 tratados, acordos, cooperações e convenções mundiais relativos ao meio ambiente. Dentre os que possuem maior divulgação, podemos citar o próprio Acordo de Paris, o Protocolo de Biossegurança de Cartagena e as demais COPs (Conferência das partes) da ONU. Sediou uma delas, a Conferência de Toronto, em 1988. Ademais, tem um papel fundamental de liderança em questões sociais e ambientais perante o mundo, já que possui exemplar de manutenção ambiental, excelentes índices econômicos e boas relações diplomáticas como a maioria dos demais países.
Aqui seguem algumas medidas de âmbito internacional propostas: o Canadá incentiva as demais nações a formularem medidas e contribuições que reflitam suas metas, programas e medidas para com o Acordo, e irá ajudá-las a atingir tais objetivos em prol do meio ambiente; continuará apoiando ações para adaptação destas medidas em países em desenvolvimento, de modo que eles possam cumprir o esperado, do mesmo jeito que continuará os programas de financiamento ambiental; dará continuidade à   defesa e promoção de medidas e imposições econômicas que incentivem meios limpos e sustentáveis e a diminuição do uso do carvão; ademais promoverá a inovação e mobilização do setor privado com relação à sustentabilidade. 
O Canadá vem ajudando nações emergentes e em desenvolvimento com relação ao meio ambiente desde antes do Acordo de Paris. Exemplos a serem citados são: a Turquia, o Vietnã e o Brasil. Além disso, o Canadá fornece apoio a qualquer país que passe por desastres naturais ou outras emergências, por meio do Disaster Assistance Response Team (DART), para amenizar os principais impactos do desastre, por meio da colaboração governamental, tanto nacional quanto regional. 
O Canadá, então, reafirma sua posição de completo e total apoio ao Acordo do Paris, levando em consideração o meio ambiente e as gerações que virão. Propõe-se que os países desenvolvidos continuem tomando medidas de ajuda e financiamento aos países em desenvolvimento e aos demais com carência de recursos, bem como adotando medidas em seu próprio país, para que o objetivo de manter a elevação de temperatura terrestre em até, no máximo 1,5º C, seja alcançado. Além disso, são necessários conferências e programas da ONU com a participação de ONGs (organizações não governamentais) para garantir que cada país atinja suas propostas e cumpra sua função dentro da responsabilidade global do Acordo. Por último, é necessário que se faça com que todos os países assinem o Acordo e cumpram suas orientações. 

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Fontes


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