quinta-feira, 23 de maio de 2019

ONUVinci/2019 — Objetivo com paixão

"O lavrador perspicaz conhece o caminho do arado."
Homenagem a Oscar Barboza Souto
Antigo lavrador, garimpeiro, comerciante, tabelião e juiz de paz.
In Memoriam.

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Discurso da Alessandra – Conclusão do ensino médio

Carta para Alessandra – Projeto Ceres

Discurso da Alessandra – Cerimônia do Jaleco da Turma 120

Carta para Alessandra – Festa Junina em nossa Casa

Carta para Alessandra – Ingresso no Internato do HUB

[Clique sobre um título]

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Desde o 6º ano do ensino fundamental, a aluna Alessandra Rocha Ribeiro Souto tem participado da ONUVinci, um evento organizado anualmente pelo colégio Leonardo da Vinci para estudantes voluntários, com o objetivo de proporcionar-lhes uma simulação de atividades desenvolvidas pela Organização das Nações Unidas.
Na ONUVinci de 2015, a Alessandra foi a delegada do Paquistão e o tema em debate foi o Desenvolvimento de Energias Renováveis inserido no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Na ONUVinci de 2016, ela se tornou a representante do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e tratou da Crise de Refugiados e seus impactos para a juventudeno contexto das deliberações do Alto Comissariado das Nações Unidas dos Refugiados.
Na ONUVinci de 2017, ela foi destinada à representação da Eritreia no bojo do tema Limites de Israel e a Questão da Palestina, simulado no âmbito de uma desafiadora sessão do  Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Na ONUVinci de 2018, ela recebeu a missão de representar o Canadá nas discussões sobre o Acordo de Paris, uma vez mais, nas tratativas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Na ONUVinci do corrente ano de 2019, a Alessandra escolheu outra abordagem. Ao invés de participar de um determinado comitê que delibera em sessões de simulação de eventos da ONU, ela optou pela Agência de Comunicações, colimada com os objetivos de divulgação em meios impressos e eletrônicos das atividades em andamento. Nesse sentido, investida na condição de jornalista, está atuando junto ao comitê que tem a seu cargo os processos em curso no Supremo Tribunal Federal, com ênfase para a ADC número 44 e o cumprimento da sentença após a condenação em segunda instância. 
       Sua primeira atribuição foi elaborar o texto com a apologia da ONUVinci. O artigo que este modesto professor diletante — o que não elimina a condição de entusiasmado pai — considera brilhante, é apresentado a seguir.



ONUVinci — Objetivo com paixão
Alessandra Rocha Ribeiro Souto [*]
Ah, a ONUVinci...! É realmente um evento mágico, capaz de mover sentimentos, acelerar a pulsação e florescer paixões. Toda uma atmosfera de êxtase e encantamento existe e gira em torno dela, é uma verdadeira transformação. As pessoas sofrem metamorfoses, é verdade. Na abertura do evento, então, nem se fala. Parece a entrada para um universo novo, de imensa totalidade. 
Sempre amei andar e me deparar com todas essas pessoas e realidades a minha volta, tão diferentes do nosso cotidiano e de nossa zona de conforto. Em meio a tantos desafios, a tanto stress, a tantos debates e confusões, no final, sempre vale a pena. Mesmo que em meio a falha, ou a derrota, há sempre uma possibilidade de prosperar. 
Citando um clichê, é na adversidade que afloram as mais belas flores. E que belas são essas flores que a ONUVinci é capaz de gerar! Todos deveriam ter uma oportunidade de participar de um evento tal qual o nosso, que temos orgulho de chamar da maior simulação da América Latina. Vê-se delegados, jornalistas, advogados, senadores, deputados, líderes de guerra, generais, presidentes e representantes de toda ordem possível. Colegas que antes passavam despercebidos, agora concebem as mais potentes nações. Conhecidos detém em suas mãos os maiores poderes de um comitê. Desconhecidos tornam-se os melhores oradores que você já viu durante sua vida. Companheiros presidem longas sessões e tornam-se a voz da razão do comitê. Amigos passam a dar rumo a discussões e debates fervorosos, que podem decidir o futuro da humanidade. 
E você, caro leitor? Qual é o seu papel em meio a tudo isso? Como você, por ter tomado a inciativa, por participar e por simplesmente estar aqui, irá fazer do evento  uma simulação muito melhor? Como você conseguirá fazer desse momento um dos melhores da sua vida? Como você fará dessa simulação o melhor que já deu de si? Como? Nunca fez tanto sentido a frase lema da ONUVinci: “É necessário que o mundo depois de ti seja algo melhor porque tu viveste nele”, de Robertson Stanley.  O mundo precisa disso mais que nunca. E é desde um simples evento, como uma mera simulação, que se dá os primeiros passos para essa mudança ser vista. É necessária uma evolução não só física, como se vê na oratória, mas mental, que vai muito além da resolução de problemas de trabalho em grupo. O objetivo da ONUVinci deveria ser, sempre, o objetivo nosso de cada dia e o modo no qual deveríamos viver a vida também.


[*] Alessandra Rocha Ribeiro Souto
Tem 15 anos. É aluna do 1º ano do ensino médio do Colégio Leonardo da Vinci, Asa Norte/Brasília-DF. 
Antes de completar 8 anos, publicou dois livrinhos: ‘Um lindo dia de sol’  e ‘O dia e a noite e outras historinhas’.
Conquistou a habilitação em inglês na Casa Thomas Jefferson. 
Foi laureada com o diploma de Melhor Delegada da ONUVinci/2015. 
Em 2015, recebeu o diploma do Projeto Liderança Reflexiva na Escola, por ser a líder de sua turma.
Em 2016, concluiu o 4º período do 7º ano , com a láurea de Estudante Destaque.
Em 2016, conquistou o diploma de Aluno Vincipelo elevado desempenho no 7º ano.
No 1º semestre/2017, realizou o Curso de Primeiros Socorros (NSC First Aid Course), com certificação do National Safety Council, entidade dos Estados Unidos.
No 2º semestre/2017, realizou o Curso de Emergências Médicas (NSC CPR Course), com certificação do National Safety Council, entidade dos Estados Unidos. 
Em 2018, conquistou o certificado de Liderança Fundamental II, conferido por ter sido eleita líder de sua turma.
Em 2018, concluiu o 1º semestre do 9º ano, com a láurea de Estudante Destaque.
Foi laureada com o diploma de Melhor Delegada da ONUVinci/2018.
É praticante de piano.


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domingo, 19 de maio de 2019

Living in the suburb


In the New York Times article “The Suburbs Are Coming to a City Near You”, by Candace Jackson, the advantages and disadvantages of living in the suburb are explained. Besides, Mr. Jackson asks “if is a city if urban living is a luxury good”? My comment about the Brazilian experience in living in the suburb was gently replied by Ted, from Portland, and I treaded as well. I present the dialogue.

New York Times
ARS. Living in medium and large Brazilian cities is a terrible problem because of traffic. We lose more than one to three hours a day just for commuting from home to work and vice versa. I imagine this is not a problem for developed and organized American cities

Ted. Hi Ribeiro, your guess would be wrong, American cities can have horrible traffic problems. I remember my significant other Katherine, leaving her garage in the S.O.M.A. area of San Francisco over a decade ago, getting stuck in the backup to the bay bridge traffic in commute time and calling me from her cell phone as she was afraid she would run out of gas before getting back into her garage, an hour plus trip to get around the block. My commute from San Francisco to San Mateo could often take an hour or more (to go nineteen miles on the freeway in non rush hour traffic). I had highly paid clients at S. R. I. who commuted four hours a day to Silicon Valley so they might be able to afford a home for their family of six, when they retired a few years ago they moved back to Europe. America isn’t Brazil yet but we’re working on it.

ARS. Thank you for the enlightening comment. So sorry. If you didn’t, good to read “A Short Story of Man: Progres and Decline”, by Hermann-Hans Hoppe. He adresses fundamental questions, including sociology and ethics, and presents a highly challenging vision of human economic development. Maybe we should know, think and act. In the upshot, “only the changing is permanent” (Heraclitus, 360 a. C.)

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[Published on New York Times online on May 19, 2019]
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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Homenagem à FEB em Curitiba


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Em Curitiba, o Dia da Vitória foi celebrado com a homenagem aos pracinhas que participaram da Segunda Guerra Mundial, em 1945, nos campos de batalha italianos. 
O evento e a respectiva divulgação, por intermédio de vídeo, fazem justiça aos heróis que arriscaram a própria vida, para a consecução do ideário primacial do ser humano, que é a busca da paz e da harmonia, por intermédio da democracia, que por seu turno é baseada na liberdade, verdade, coragem e ética.
Cultuar o passado é imperioso pois permite o questionamento sobre a correção dos acontecimentos da atualidade, bem como o direcionamento das perspectivas visualizadas no futuro.
Por via de consequência, permite a colimação das ações com o ideário estabelecido.

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Homenagem aos pracinhas em Curitiba
8/Mai/2019 – Dia da Vitória



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terça-feira, 7 de maio de 2019

Mensagem sobre Educação – Família Krause [2]



Meu primeiro contato com universidade foi no IME de 1979 a 1981. Uns poucos professores de minha graduação em Engenharia eram da UFRJ. Depois, de 1985 a 1986, tive no mestrado, também alguns professores da UFRJ.
Quando chefiei o CTEx de 1996 a 1998, tive equipes que conseguiram pesquisar, projetar, desenvolver e produzir pelo menos 6 artefatos de uso dual, ou seja, civil e militar, os quais nunca tinham sido produzidos no Hemisfério Sul. É até difícil de acreditar. Isso foi possível com parcerias com a indústria carioca e paulista e, especialmente, com parcerias com universidades (UFRJ, UNICAMP e USP; e também com o IME e o ITA).
No caso da parceria com a UFRJ, um dos nossos pesquisadores era um coronel engenheiro militar, e professor doutor da UFRJ (PhD na Inglaterra). Ele formou na ilha do Governador vários doutores militares e civis do CTEx. A equipe dele conseguiu obter fibra carbono de rejeitos da indústria petrolífera. No máximo uma meia dúzia de países do mundo tem a capacidade de produzir fibra carbono a partir de produtos do petróleo ou de qualquer outra matéria prima.
No CTEx, eu tinha 3 advogados assessores jurídicos. Dois deles eram formados na UFRJ.
E finalmente, o último contato com o pessoal da universidade foi no ano passado, durante a campanha eleitoral, onde tivemos aqui em Brasília, de março a outubro/2018, reuniões e palestras com professores doutores da UFGo, UNB, USP, UFMG e UFRJ — estudando e levantando dados, durante 6 meses, que pudessem contribuir para planos de governo, nas áreas de Ciência & Tecnologia e em Educação. Em C&T, as ideias e as pessoas foram aproveitadas, e pode ter certeza, o ministério está fazendo um bom trabalho sob a liderança do astronauta. Infelizmente, as ideias e as pessoas que trabalharam tenazmente em Educação não foram aproveitadas.
Dessa modesta vivência ao longo de 34 anos posso afirmar o seguinte:
(i) em nossas universidades, há ilhas de excelência em boa parte delas;
(ii) em todas elas, ao lado das ilhas de excelência, há arquipélagos de irresponsabilidade funcional, desvios ideológicos e até corrupção — por exemplo, na eleição e nomeação de reitores (7 ou 8 no corrente ano), há descumprimento da legislação; a nomeação do reitor da UFRJ se enquadra na falta de legalidade — com certeza vai dar o que falar, no corrente ano;
(iii) o Brasil é uma das 10 maiores economias do mundo, é uma das 5 maiores populações do mundo que vivem sobre uma das 5 maiores extensões geográficas do mundo;
(iv) as 5 maiores universidades do Brasil estão classificadas no universo mundial daquelas que se classificam de 200ª a 500ª;
(v) se considerar a produtividade científico-tecnológica (ranking TOP 10, da universidade de Leiden, pouco conhecido, mas importantíssimo), a primeira universidade brasileira é a UFSc, que está classificada na posição 710ª; a segunda é a USP e está na posição 780ª — todas as outras estão em situação pior, sendo que, das 69 universidades federais brasileiras, 21 estão entre a 700ª e a 900ª; e as demais 48 universidades nem são consideradas nesse tipo de classificação. 
Posso afirmar que antes de 2018, eu achava que a situação das universidades brasileiras era ruim. Depois do contato com os professores doutores das principais universidades, eles me convenceram de que a situação é muito pior do que eu imaginava.
Eu lhe asseguro que não estou generalizando. Os professores doutores das universidades é que tem dados que mostram a situação que estou transmitindo. 
Ademais, enviei fotos e vídeos de várias universidades para endereços pessoais. Tive enorme vergonha de postar nas redes das famílias, para acesso coletivo.
Gostaria de poder mencionar que há esperança e otimismo na transformação. Infelizmente, não devo fazer isso. Não devo renunciar à liberdade de praticar a verdade.

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domingo, 24 de março de 2019

Mensagem para o Saint Clair

Caro amigo Saint Clair,
Vou contar uma pequena estória. Acho que vai gostar.
Como você sabe morei no Irã, na condição de Adido de Defesa.
Um de meus antecessores tinha conta bancária em Teerã, a capital. Aí, o governo islâmico bloqueou as contas bancárias de todo mundo, inclusive dos diplomatas e militares estrangeiros. Durante 6 meses, não foi possível ter acesso à grana já depositada.
Então, o titular da Aditância decidiu abrir conta em um banco de Dubai. O vencimento e os recursos do escritório eram depositados pelo Exército na agência do Banco do Brasil de Nova Iorque e, em seguida, transferido para um banco árabe dos Emirados Árabes Unidos. Eu encontrei essa situação por ocasião da épica passagem pelo Oriente Médio.
Em julho, a temperatura em Dubai chegava a 55º C. Nesse mês, havia autorização para receber o pagamento na Europa. Em 1999, decidi fazê-lo em Genebra, pois queria conhecer a Suíça.
Cheguei lá, por volta de 17:00 h. Ao dar entrada no modesto hotel que reservei, perguntei à gerente, uma portuguesa jovem, se tinha algum programa cultural que ela recomendasse. Ela disse que a ópera Norma estava sendo apresentada no Grand Théâtre de Genève. Aí asseverei que deixaria as malas no apartamento e iria para o teatro. Ela riu, sem qualquer despiste para a ironia, e afirmou que eu teria que comprar o ingresso com cerca de 10 dias de antecedência. 
Disse-lhe que era do pantanal sul-mato-grossense, que assistiria ao programa e que ela fizesse a gentileza de pedir um táxi imediatamente. Ela deu uma gargalhada mas atendeu a meu pedido.
Cheguei ao teatro cerca de uma hora antes do início. Entrei numa fila longa para adquirir o ingresso. Comecei a conversar com três judeus que também queriam curtir aquele momento — um casal e uma moça, irmã do rapaz. Como a fila não andava, disse-lhes que iria ao guichê pedir informações. Lá chegando, vi uma aviso que os ingressos estavam esgotados — ou seja, estávamos na 'fila do bobo'. Voltei e convidei os três jovens para ficarmos na porta do teatro, pois quem sabe apareceria alguém vendendo ingresso.
Quando faltavam uns 15 minutos para o começo do programa, apareceu uma senhora oferecendo 4 ingressos porque a filha dela e o marido, que vinham de uma cidade francesa localizada próxima à fronteira suíça, não conseguiram chegar a tempo.
Bom, 5 minutos antes da ópera começar, estávamos confortavelmente sentados em uma boa posição para assistir a fenomenal obra do Bellini.
Essa é a estória! Como você é conhecedor e admirador, envio com satisfação o vídeo Casta Diva, com a Aida Garifullina. Afora o nome esquisito, não foi ela a que assisti em Genebra, mas é belíssima e magnífica intérprete. Você a merece.
Fraterno abraço.
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Grand Théâtre de Genève (1)

Grand Théâtre de Genève (2)

Grand Théâtre de Genève (3)
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PS.
A propósito, quando estava cursando o IME, o Elias, da turma de 1974, sempre me convidava para assistir a programas musicais. A Cecília, esposa dele, é uma pianista sensacional e se apresentava com frequência em boas casas.
 Na época, eu não gostava de ópera, e depois da segunda vez que fui com o casal ao Teatro Municipal, pedi a ele para não me convidar mais para ópera. Só iria, com satisfação, aos concertos. Menciono o fraterno casal amigo, por uma dramática circunstância: eles tinham duas filhas e, quando eu estava no CTEx, uma das meninas deles foi à praia Vermelha. Mergulhou, como fazia habitualmente e, por uma razão inexplicável, não conseguir sair. 
Com profunda tristeza, registro esse fato que afetou tanto a família e os amigos grados. É minha homenagem, atinente a quem tanto considero e admiro.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Mensagem sobre Educação — Família Krause [1]



Permitam-me submeter a vocês questões NÃO IDEOLÓGICAS.
[1] Vamos considerar os 80 países mais importantes do mundo. Quase 40 são membros da OCDE. Os demais são parceiros da OCDE (ou algo parecido). O Brasil é um dos parceiros e candidato a membro.
[2] O Brasil tem 69 universidades federais. Considerando-se também as demais universidades, há mais de 5 milhões de alunos de nível superior.
[3] A grande maioria de escolas de ensino básico são estaduais e municipais. São 184.000 escolas. Há cerca de 43 milhões de alunos nesse nível. Esse número equivale, em ordem de grandeza, à população da Argentina (40 milhões) ou da França ou da Itália (próximo de 60 milhões cada).
 [4] O Brasil investe 70% do orçamento federal de Educação no ensino superior e 30% em ensino básico. Na maioria dos países organizados, essa proporção é invertida (mais em ensino básico e menos no ensino superior). Claro, há recursos estaduais e municipais que alteram expressivamente essa proporção. Ainda assim, a proporção de recursos federais deve ser melhorada.
[5] Entre os 80 países citados no item [1], o Brasil é um dos piores colocados, tanto no ensino superior quanto no ensino básico.
Causas dessa vergonha inominável:
§  desqualificação dos atores decisórios;
§  opções erradas;
§  gestão errada;
§  corrupção.
Perspectivas a considerar:
§  os eleitores brasileiros sinalizaram que não aceitam mais esse descalabro;
§  a política brasileira foi virada pelos eleitores de pernas para o ar; e
§  agora o problema está nas mãos das novas lideranças.


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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

O fim trágico do vovô José Francisco

Hoje, tive uma longa conversa telefônica com Júlia, minha prima que mora em São Paulo. Ela é filha de tio Branquinho e tia Marinha — esta, irmã de papai. Júlia é irmã de Fernando, Railton, Cosmilton e Cosmélia. Ela tem 6 netos. É educada, gentil, articulada e como toda baiana da família se comunica bem, tem prosa plena de imaginação, varrendo da família à política, passando por tantas curiosidades quantas imagináveis.
O WhatsApp, essa maravilha tecnológica, permitiu que taramelássemos muito — quer dizer, ela falou muito  [1] — especialmente, do vovô José Francisco, esposo da vovó Júlia  [2]. Ele era funcionário público estadual da cidade de Jequié-BA, e atuava como delegado coletor de impostos da produção rural. Além dos filhos consanguíneos [3] [4],  José Francisco e Júlia tinham um filho de criação adulto, chamado Aniceto. José Francisco deu-lhe um sítio para que ele cultivasse a terra. No início de 1921, o delegado dirigiu-se para a região rural com o objetivo de realizar a coleta tributária habitual. Na volta, Aniceto o esperava e dirigiu-se a ele, asseverando que pagaria o débito atinente aos impostos de sua pequena propriedade e entregando-lhe a quantia devida. Nesse momento, surpreendentemente, Aniceto sacou uma arma e atirou em José Francisco e depois saiu em disparada. O tiro pegou no braço, mas como a munição estava envenenada, a vítima faleceu umas duas horas depois. A morte dramática resultou de crime de encomenda, sendo o executor alguém sobre quem jamais recairia suspeita. O mandante não foi identificado, mas a hipótese mais provável dava conta tratar-se de alguém insatisfeito com o trabalho de cobrança de impostos que José Francisco realizava.
Naquele tempo, nas plagas do interior baiano-nordestino, havia a superstição de que se o morto fosse sepultado de bruço, o assassino não conseguiria fugir. Passada uma semana do evento fatal, amigos de José Francisco encontraram o algoz abrindo a cova da vítima. Aniceto foi preso, pediu água e recebeu uma caneca de água envenenada. Deixou este mundo da mesma forma trágica que ocasionou a covarde partida de seu mentor de criação.
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[1] Expresso a Júlia o agradecimento, atribuindo-lhe o crédito pela manutenção da memória de nossa saudosa família. E também a certeza de que é oportuno  reproduzir o relato que ela propiciou, para que todos da família possam ter conhecimento do que ocorreu com vovô José Francisco.

[2] Segundo Júlia, sua mãe Marinha deixou um caderno de anotações onde consta a data de nascimento de nossos avós (avós paternos deste escriba):
– José Francisco Souto – 18/11/1887;
– Júlia Barbosa Souto   – 12/04/1885.

[3] Em 1921, dentre os filhos de José Francisco e Júlia, Liberalino tinha 12 anos, Floripes 10 anos, Oscar 7 anos, Jonias 5 anos, Jesulino 4 anos, Marinha 2 anos e Aléssio 8 meses. 

[4] Floripes casou com 15 anos e faleceu no parto do 5º. filho, com 20 anos.


José Francisco Souto                            Júlia Barbosa Souto
                                 (Em pé)



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